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Cemitérios do Brasil

Quais as diferenças entre enterro, sepultamento e cremação?

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A importância de conhecer as diferenças

Historicamente, as diferenças entre sepultamento e enterro não são muito discutidas. Por isso saiba que na pré-história os enterros eram o mais comum. Com o surgir da Igreja (principalmente a igreja católica), os sepultamentos tornaram uma nova prática, o que extinguiu e criminalizou, o ato de enterrar corpos em locais proibidos.

Na hora de resolver as burocracias relacionadas ao falecimento de um familiar você já deve ter se perguntado a diferença entre sepultamento e enterro (inumação) ? Ou até mesmo cremação? Será que os dois primeiros são a mesma coisa?

Vamos entender cada caso e os antigos costumes, dessa forma entender como esse assunto é tratado nos dias de hoje

O Enterro

Os profissionais do segmento entendem como enterro, por exemplo, o ato de enterrar alguém, independentemente se há ou não um espaço adequado e reservado para isso. Isso fica restrito somente ao ato de enterrar uma pessoa que faleceu e que não teve familiares reconhecidamente afim de prestar uma ultima homenagem aquela pessoa.

Normalmente isso ocorre basicamente em duas circunstancias.

Mortos sem identificação. Ou seja, não se tem dados e nem documentos para fazer um documento claro da pessoa.

E quando os familiares não comparecem para reclamar o desaparecimento de uma pessoa e não sendo mais possível aguardar por mais informações. Isso ocorre em média de 20 a 30 dias após a entrada do corpo no IML.

Conhecer a história das pessoas que são enterradas como indigentes é muito difícil, mas pode-se traçar um perfil: a maioria dos desconhecidos são de jovens, entre 18 e 25 anos, que morreram de forma violenta, vítimas, em muitos casos, de algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas e etc.

Esses corpos partem direto para o cemitério onde se tem vaga. Nenhum velório ou homenagem é organizado. Os sepultamentos não duram muito tempo, afinal outros serviços precisam ser realizados (seja publica ou privada) as funerárias não são remunerados para esses atendimentos de mortos não identificados.

Alguns procedimentos

Quando esses corpos não identificados chegam ao IML, eles são encaminhados para o setor de necropapiloscopia para a retirada de impressões digitais,  no Instituto de Identificação é possivel descobrir a identidade de cerca de 20% das pessoas. Também são coletadas amostras de sangue para uma eventual identificação posterior por DNA.

Existem pessoas que entendem a diferença entre sepultamento e enterro como mínima, ou seja, podendo um ser sinônimo do outro. Entretanto, isso é um erro!

Enterro, por exemplo, é simplesmente o ato de enterrar alguém, independentemente se há ou não um espaço adequado e reservado para isso.

O Sepultamento

Já o sepultamento é feito em uma sepultura, local específico para armazenamento da urna, possibilidades de prestar últimas homenagens, etc.

O sepultamento ou inumação consiste no ato de colocar o corpo falecido em uma sepultura ou jazigo. Por isso, o sepultamento é um ato distinto do enterro. O cadáver nesse caso é sepultado numa sepultura ou na cova, jazigos ou lóculos (no caso dos cemitérios verticais). Os nomes podem ter diferenças em algumas regiões do país

Sepultamento é a ação de colocar a pessoa morta dentro de uma sepultura do seu tamanho. A tradição dos jazigos  ou monumentos fúnebres que se tem registros começou no antigo Egito com suas pirâmides é referência na questão de sepultamento, com sua tradição milenar.

O primeiro cemitério do Brasil

O histórico Cemitério dos Ingleses (British Burial Ground), localizado na Gamboa, Zona Portuária do Rio. Foi inaugurado em 1809, nas terras doadas por D. João VI ao ministro inglês Lord Stranford, para que no local fosse instalado um cemitério a fim de atender à crescente comunidade protestante inglesa do Rio de Janeiro.

Fundado em 1811, o British Burial Ground é considerado o primeiro cemitério do Brasil.

Com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil e logo após a promulgação do Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, em 1808, houve um grande afluxo de cidadãos britânicos ao País, em especial ao Rio de Janeiro, na época a capital colonial elevada à condição de corte. Estes britânicos eram, em sua maioria, anglicanos e protestantes, portanto impedidos de serem sepultados no interior e no adro de igrejas católicas, como era habitual.

Particular e de origem protestante, o British Burial Ground é conhecido como cemitério dos ingleses e está localizado na Gamboa, bairro da cidade do Rio de Janeiro.

Tombado como patrimônio histórico, o local é administrado pela representação diplomática Britânica e fiscalizado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.

Apesar da origem inglesa, pessoas de qualquer nacionalidade e religião podem ser sepultadas ali.

Sepultamento em igrejas

Quem visita as cidades históricas pelo Brasil em especial as igrejas mineiras por exemplo, se depara com um fato bastante curioso. Dentro das Igrejas e nas portas de suas entradas, tem sepulturas e ao lado ou atrás desses templos, um cemitério.
Quem era sepultado dentro das igrejas ou nas suas portas de entradas, geralmente eram os religiosos mais fervorosos, os membros das irmandades e os que construíram as igrejas ou faziam grandes doações. O que significava um sinal de prestigio.
A prioridade no sepultamento seguia essa ordem: padres, bispos e arcebispos tinham prioridade no sepultamento nos altares. Em seguida, dentro das igrejas ou nas portas de entradas, os que eram destaques dentro das irmandades religiosas e por fim quem tinha poder aqui$itivo maior, que ajudava na construção do templo com doações e dinheiro.

Ultimo caso de sepultamento em igreja

O papa emérito Bento 16 foi enterrado em 5/01/2023 no Vaticano. Ele morreu em 31 de dezembro de 2022, aos 95 anos. Seu corpo foi sepultado na cripta da Basílica de São Pedro que pertenceu a João Paulo 2º. O enterro foi precedido de uma missa fúnebre na Praça de São Pedro e, depois, de uma cerimônia privada na própria Basílica. Veja o vídeo

Três caixões guardam o corpo do papa Bento 16: um de madeira de cipreste, um de zinco fechado com solda e um de carvalho; o cadáver foi sepultado na cripta da Basílica de São Pedro que pertenceu a João Paulo 2º.

Nos dias atuais

Depois da criação dos cemitérios no Brasil é proibido enterrar corpos fora dele, conforme a legislação brasileira. Os cemitérios oferecem toda estrutura física e ambiental para sepultar os falecidos e estes recebem tratamentos adequados por parte das funerárias como técnicas para a conservação dos corpos durante os velórios.

O sepultamento pode ser feito dentro de um caixão, colocado em uma sepultura em cemitérios tradicionais ou em cemitérios verticais. Temos disponíveis a opção de cremação e receber a urna cinerária com a cinzas do falecido.

Cremação

Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada.

“No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais”, afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo.

Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. “Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma”, diz o perito criminal Ugo Frugoli.

Para mais informações sobre a cremação veja também

Como é a cremação de corpos

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Cemitérios do Brasil

Os cemitérios com túmulos históricos atraem turistas no Brasil

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O turismo em cemitérios tem aumentado no Brasil nos últimos anos

Cemitério do Bonfim, Região Leste de Belo Horizonte MG

O turismo em cemitérios, também chamado de necroturismo ou turismo cemiterial, é a prática de visitar necrópoles históricas para apreciar a arquitetura, as esculturas de arte tumular e conhecer a biografia de personalidades sepultadas. É uma vertente cultural que transforma espaços de luto em museus a céu aberto

Principais Objetivos e Atrações

  • Valor Artístico: Observação de capelas, jazigos e esculturas produzidas por artistas renomados em séculos passados.
  • Resgate Histórico: Compreensão da evolução social, política e urbana de uma cidade por meio de seus antepassados ilustres.
  • Roteiros Temáticos: Passeios diurnos e até noturnos guiados por historiadores, que contam curiosidades e causos do local.
  • Homenagem a Ícones: Visita a túmulos de artistas, políticos, cientistas e atletas reverenciados pelo público

Cemitério da Consolação em São Paulo – SP

Exemplos no Brasil 

  • Cemitério da Consolação – São Paulo SP: Pioneiro no Brasil em visitas guiadas, abriga obras de arte e túmulos de figuras como Tarsila do Amaral e Mário de Andrade. Recebe desde o ano passado excursões noturnas promovidas pelo advogado Thiago de Souza. As estrelas da aventura debaixo de estrelas (quando o céu cinzento autoriza) são os monumentos para Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Luís Gama. Thiago, aliás, como constatação da tendência, é o criador de uma conta nas redes sociais com 150 000 assíduos fiéis, “O que te assombra”, destinada a lidar com humor e leveza com o luto.
  • O Cemitério do Bonfim – Belo Horizonte MG: Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897 pela Comissão Construtora da Nova Capital, o Cemitério do Bonfim é a necrópole mais antiga de Belo Horizonte, criada antes mesmo da fundação oficial da cidade. Ele funcionou como o único cemitério da capital mineira até a década de 1940, guardando grande parte da história política, social e artística local. Recentemente teve mais uma edição visitas guiadas que transformam o espaço em um ponto de necroturismo educativo na capital. As atividades aconteceram em abril no domingo 26/04, e foram colocados em evidência a trajetória das pessoas imigrantes, revelando como diferentes povos ajudaram a moldar a cidade, inclusive a partir de memórias preservadas entre túmulos e esculturas.
  • O Cemitério São João Batista – Rio de Janeiro RJ: Inaugurado em 1852, pelo imperador D. Pedro II, o local abriga túmulos de grandes personalidades da história, tais como Santos Dumont, Carmem Miranda, Cazuza, Tom Jobim, Machado de Assis e Floriano Peixoto entre outros. Lá, o visitante pode ver centenas de ricos mausoléus e sepulturas adornadas por esculturas e vários outros tipos de obras de arte. Quem visita o Cemitério São João Batista encontra ainda um QR Code em vários túmulos de pessoas famosas. Por meio desse recurso, basta apontar o smartphone ou tablet na direção do código de barras e tirar uma foto para descobrir mais informações sobre quem está sepultado ali, como obras, fotos, vídeos, textos biográficos e outras curiosidades.

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Urna funerária viva feita com material orgânico

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Ela pode ser absorvida pelo solo entre 1 a 6 meses.

E chegamos ao primeiro funeral usando um “caixão vivo”. Parece soar estranho mas esse produto já existe e é resultado de compostagem chamado de micélio que são fungos que criam uma esteira de fibras que oferece uma sustentação suficiente para fazer uma urna funerária.

No brasil e em muitas partes do mundo a urna e feita em madeira tem sido utilizado por décadas, mas devido a questões ambientais pesquisadores estão buscando alternativas para uma urna com a decomposição mais rápida pelo meio ambiente.

Os idealizadores da uma urna ecológica é da startup Loop da Holanda, a urna feita de micélio batizado de Living Cocoon leva de um a seis meses para ser absorvido pela terra, contribuindo ativamente para a decomposição total do corpo e enriquecendo a qualidade do solo.

Segundo Hendrikx, um biodesigner de 26 anos que estudou na Universidade Técnica de Delft, o Living Cocoon permitirá que “as pessoas se tornem parte da natureza novamente”, podendo “enriquecer o solo em vez de poluí-lo”.

O micélio é uma rede de fibras finas que formam a parte vegetativa da maioria das espécies de fungos. Esta rede no subsolo, acreditam pesquisadores, é usada pelas plantas até mesmo para estabelecerem comunicação: sim, as plantas “conversam” entre si.

Para o especialista em fungos Paul Stamets, essa rede é uma trama ligada como uma “internet natural” do planeta Terra. Sua tese é que ela coloca em contato plantas que estão muito distantes de si e não apenas as que estão próximas.

 

A pesquisa de opinião pública 

De acordo com uma pesquisa de 2015 feita pelo Conselho de Informações de Memorial e Funeral, 64 por cento dos entrevistados manifestaram interesse em funerais ecológicos, número que chegava a apenas 43 por cento em 2010. E que se a mesma pesquisa fosse feita nos dias atuais esse numero teria um aumento significativo.

As urnas em madeira

A urna funerárias atual utilizada é geralmente feito de madeira, recebem verniz e possui componentes metálicos que demoram muitos de anos para se decompor. Além disso a preocupação com a contaminação do solo (e dos lençóis freáticos) por necrochorume e o vazamento de gases sulfídricos por má confecção e manutenção de sepulturas e jazigos.

Mas com certeza essa mudança ideológica do material utilizado em larga escala nos dias atuais devem permanecer forte por vários anos até que a sociedade como um todo deseje mudar para melhor o seu meio ambiente.

A solução

O desenvolvimento de urnas funerárias orgânicas é uma das possibilidades que vem sendo estudada, uma vez que muitas pessoas – às vezes por questões religiosas – não aceitam a cremação.

Cada Living Cocoon “urna viva” leva várias semanas para se formar à medida que a esteira de micélio cresce na forma de um caixão e depois seca naturalmente. Assim que é exposto ao solo úmido novamente, ele volta à vida e começa o processo de decomposição.

“O micélio está constantemente à procura de resíduos para converter em nutrientes para o ambiente. Faz o mesmo com substâncias tóxicas, incluindo óleo, plástico e metal. por exemplo.

Tijolo de micélio – Foto da internet

O micélio pode ser cultivado e moldado para diversos formatos, já tendo sido testado na produção de tijolos. O modelo testado em forma de urna funerária teve seu primeiro teste em um funeral no início do mês de setembro de 2020. Essa urna significa que realmente alimentamos a terra com nossos corpos. Somos nutrientes, não resíduos, ressalta Hendrikx.

O fundador da startup – que surgiu na Universidade Técnica de Delft – salienta que o micélio já foi usado em Chernobyl, é utilizado em Rotterdam para limpar o solo e alguns agricultores também o aplicam para tornar a terra saudável novamente.

Vários outros estudos neste mesmo sentido tem sido iniciados pelo mundo na esperança de encontra uma forma que melhore o convívio com os que vivem com as pessoas que já se foram.

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Mulher é vitima de vilipendio sepultada a três dias MS

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Mulher assassinada por ex-companheiro teve seu corpo violado no cemitério de Eldorado MS

O caso aconteceu três dias após ser assassinada, Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi vítima de feminicídio pelo seu ex-companheiro.

Essa mulher teve seu túmulo violado, durante a madrugada de quarta-feira 15/04, por três homens que cometeram o crime de necrofilia, no cemitério de Eldorado, no sul de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o relatório da Polícia Civil, funcionários do cemitério encontraram a sepultura aberta e o corpo fora da sepultura. Após a realização de perícia criminal ficou confirmada a prática de necrofilia e também a identificação dos participantes do crime.

A investigação revelou que três pessoas participaram do crime, dois homens e um adolescente de 16 anos. Todos já foram localizados e levados à delegacia. Um dos suspeitos confessou o ato e relatou detalhes do ocorrido, afirmando ter sido o primeiro a cometer a violência. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele declarou que o ato foi breve “por causa do mau cheiro”.

Ainda segundo as investigações, os envolvidos invadiram o cemitério durante a noite, violaram a sepultura com um chute e retiraram o corpo. O caso está sendo tratado como vilipêndio de cadáver, crime previsto no Código Penal brasileiro.

O criminoso

Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos, confessou à Polícia Civil que participou do crime praticado contra o corpo de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado. Em depoimento, ele contou que foi ao cemitério acompanhado de um adolescente de 16 anos e encontrou um terceiro suspeito perto do túmulo. Segundo relato, após a sepultura ser aberta, o corpo foi retirado e ele afirmou ter sido o primeiro a praticar necrofilia

A morte de Vera

O assassinato de Vera aconteceu no último domingo 12/04, no bairro Jardim Novo Eldorado. Ela voltava para casa com a filha de 9 anos quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Ele efetuou dois disparos contra a vítima e, em seguida, tirou a própria vida. A criança presenciou toda a cena.

O irmão de Vera

“Cada vez está ficando mais difícil. O ser humano está se transformando em um bicho.”

A frase, dita em tom de desabafo, resume o choque de Jorge Paulo Silva ao saber que o corpo da irmã, Vera Lúcia da Silva, foi violado dias após o feminicídio que já havia abalado a família, em Eldorado.

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