Ligue-se a nós

Administrar

Os Cemitérios e os Principais Impactos Ambientais

Publicação

no

Os cemitérios tradicionais e seus problemas atuais

Cemiterio horizontal

Conheçam os principais problemas dos cemitérios no Brasil. O que pode causar se não for tomadas as providencias necessárias

Os cemitérios são considerados fontes poluidoras a maioria foi construídos sem qualquer preocupação de revestimento da camada inferior do solo para que o necro chorume liberado na decomposição dos corpos não atinja o solo e aquífero subterrâneo.

A contaminação por necro chorume pode ser pelo aumento da carga orgânica no meio ambiente, que desencadeia uma série de alterações prejudiciais à harmonia do ecossistema, ou pode ser ainda pela disseminação de microrganismos patogênicos como vírus e bactérias.

Por ser mais denso que a água, o necro chorume quando atinge o aquífero subterrâneo migra para sua parte inferior até atingir a camada impermeável. A partir daí, parte dele pode seguir o fluxo da água ou pode escoar por gravidade sobre o substrato impermeável do aquífero. Esta contaminação do aquífero é mais problemática de ser remediada já que geralmente encontra-se a grandes profundidades. Além disto, para descontaminar o aquífero é necessária a construção de barreiras hidráulicas para retirar a água contaminada, de forma que o tratamento da mesma ocorra ex situ, reduzindo a carga hidráulica do aquífero.

Quando o necro chorume atinge o aquífero subterrâneo é carreado para locais mais distantes.

Se o necro chorume ao chegar no aquífero, ainda contiver contaminante, o manancial estará comprometido. Vírus e bactérias mais resistentes contaminam a água e a tornam imprópria para consumo humano. Para isto é imprescindível o conhecimento profundo dos mesmos.

Por outro lado, estudos relatados confirmam locais onde a pluma de contaminação diminui rapidamente com a distância da sepultura, provavelmente pela degradação biológica feita pelos microrganismos presentes no solo. Na Holanda, outro estudo indicou grandes plumas com altas concentrações de cloreto, sulfato e bicarbonato abaixo das sepulturas. Nenhuma informação foi dada sobre o tipo de solos desses estudos.

No cemitério de Botânica na Austrália foram medidas aumentos na condutividade elétrica ou salinidade próximo de sepulturas recentes. Foram encontradas também elevadas concentrações de íons de cloreto, nitrato, nitrito, amônia, fosfato, ferro, sódio, potássio e magnésio abaixo do cemitério, no solo e também no lençol freático. A água subterrânea foi considerada adequada para fins de irrigação, conforme especificado nos critérios da qualidade das águas australianas.

Em três cemitérios de São Paulo e Santos – Brasil foi constatada a contaminação do aquífero subterrâneo por microrganismos como coliformes totais e termotolerantes, estreptococos fecais, clostrídios sulfito redutores e outros – oriundos da decomposição dos corpos sepultados por inumação no solo.

A pesquisa de maior impacto sobre contaminação de águas subterrâneas por cemitério no Brasil é de PACHECO et al. (1991) que estudou três cemitérios dos municípios de São Paulo e de Santos e constatou a contaminação do lençol freático por microrganismos – coliformes totais, coliformes fecais, estreptococos fecais, clostrídios sulfito redutores e outros – oriundos da decomposição dos corpos sepultados por inumação no solo.

O risco de contaminação microbiológica com a construção de cemitérios em meio urbano é presumível. A água subterrânea é mais atingida pela contaminação por vírus e bactérias. Nascentes naturais ou poços rasos conectados ao aquífero contaminado podem transmitir doenças de veiculação hídrica como tétano, gangrena gasosa, toxi-infecção alimentar, tuberculose, febre tifoide, febre paratifoide, vírus da hepatite A, dentre outros (LOPES, [200-]). A população carente e de baixa renda está mais propícia a ser infectada por essas doenças. Geralmente vivem em regiões onde não existe acesso à rede pública de água potável e possuem sistema imunológico natural baixo.

De todas as contaminações provocadas pelos cemitérios, os maiores problemas estão relacionados ao vírus, devido sua grande capacidade de sobrevivência, mobilidade, adaptação ao meio adverso, mutação e permeação através até de meios semipermeáveis. Foram encontrados vetores de contaminantes de vírus em lençol freático há quilômetros de distância dos cemitérios. Os vetores ainda poderiam causar problemas à saúde da população desavisada que ingerisse a água contaminada

Fontes e autores dos estudos

 

[one_fifth]WHO, 1998[/one_fifth][one_fifth]LOPES, 200-[/one_fifth][one_fifth]PACHECO et al.;1991[/one_fifth][one_fifth]DENT, 1998 apud

Gostou dessa noticia?

Receba outras informações no seu Email e WhatsApp

    Seu nome (obrigatório)

    Seu e-mail (obrigatório)

    Número WhatsApp com DDD

    Autorizo o Portal Todas Funerárias a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários (Pare receber salve o nosso número WhatsApp em sua agenda 11 99567 7070)

     

     276 Total de Visualização

    Clique e para ler tudo

    Administrar

    A pandemia e os Profissionais no limite da suas resistências

    Publicação

    no

    O ponto de vista de quem esta ao lado dos acontecimentos

    Nunca se viu precisar tanto desses profissionais ligados a área da saúde e fúnebre como nos dias atuais. Vemos nitidamente que a maioria estão no seu limite máximo e sem um norte de saber até quando vão suportar  a duras  e exaustivas jornadas.

     

    Dia 08 de abril de 2021, esse é o dia em que o Brasil bateu o triste Recorde de mortes em
    decorrência da Covid-19, desde o início da pandemia, foram 4.249 vidas perdidas. E infelizmente o sistema de saúde e o setor funerário se encontram colapsado em quase toda região nacional.

    Profissionais já se encontram exaustos e desgastados diante desse triste cenário, sem contar os colegas de profissão que tiveram suas vidas perdidas lutando nessa guerra diretamente na linha de frente contra esse inimigo invisível,

    É sabido que diante de tanta sobrecarga, algumas falhas vem ocorrendo, principalmente com relação a trocas de corpos, o que ocasiona um sofrimento muitas vezes irreversível para com os familiares enlutados, que viveram  angustia de não conseguir uma vaga em um leito de UTI em tempo hábil para tratar adequadamente as complicações em decorrência da Covid-19.

    Falhas como essas citadas anteriormente vem sendo recorrentes em varias regiões do Brasil, como por exemplo, na cidade de Natal no Estado do Rio Grande do Norte, aconteceu uma troca de corpos por profissionais de um Hospital, assim como na Capital de São Paulo, em Araçatuba no interior de São Paulo e na região do grande ABC, ambos por falhas dentro de instituições hospitalares. Mas também houve falhas de trocas de corpos por falhas de Serviços Funerários como, na cidade de Niterói no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Itajaí no estado de Santa Catarina e em Belo Horizonte no estado de Minas Gerais.

    Nesse momento crítico em que o Brasil e grande parte do mundo está passando em meio essa pandemia, eu enquanto Subcoordenador do Núcleo de Tanatopraxia da Universidade Federal de Minas Gerais, com a experiência em estar habilitando novos profissionais do segmento Funerário, e enquanto Enfermeiro orientando e treinando profissionais da área da saúde com os cuidados paliativos e os primeiros cuidados com os pacientes pós óbito, vejo que diante deste triste episódio pandêmico esses profissionais necessitam de uma atenção especial, no ponto de vista técnico e psicologicamente, como treinamentos periódicos, acolhimento emocional e investimentos nos quadros de pessoal.

    No estado de Minas Gerais venho acompanhando que o Sindicato das empresas funerárias de Minas Gerais (Sindinef), atualmente Presidido pelo Sr. Daniel Luiz Santos Alves Pereirinha, vem elaborando e estudando algumas formas de capacitação e acolhimento a esses heróis profissionais da categoria, assim como elaborando e estudando formas para garantir prestações de serviços com qualidade para com a população.

    Venho acompanhando também que o Conselho regional de enfermagem de Minas Gerais (Coren – MG) atualmente presidido pelo Enfermeiro Bruno Farias e sua vice presidente a Enfermeira Maria Socorro, não estão medindo esforços para garantir melhores condições de trabalho para com a categoria e ofertando treinamentos constantemente aos heróis da enfermagem, e em conseqüência levando cuidados dignos a todos os pacientes necessitados.
    Acredito que várias outras Instituições sindicais do setor funerário e Conselhos de enfermagem de outros estados estejam também empenhados nessa missão de cuidados com os profissionais e também não medindo esforços para prestações de serviços de qualidade com a população, seja enlutada, quanto aos pacientes necessitados de cuidados.

    Disponibilizo neste texto o link da NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020 –
    REVISADA EM 25/02/2021 para direcionar melhor nossos profissionais e gestores de Instituições
    Funerárias e Hospitalares.
    https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/nota-tecnicagvims_ggtes_anvisa-04_2020-25-02-para-o-site.pdf/view

    Referências bibliográfica
    https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/nota-tecnicagvims_ggtes_anvisa-04_2020-25-02-para-o-site.pdf/view Acesso em 07/04/2021 as 08:30 horas
    https://www.corenmg.gov.br/servicos/eventos-corenmg/ Acesso em 07/04/2021 as 09:45 horas
    http://www.sindinef.com.br/codigo-etica Acesso em 07/04/2021 as 10:45
    https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-04/covid-19-brasil-tem-4195-mortes-registradas-em-24-horas acesso 07/04/2021 as 11:23

    Autor:
    José Eustáquio Pereira Barboza
    Enfermeiro Coren – MG 661360 ENF Pesquisador em Tanatopraxia
    Subcoordenador do Núcleo de Tanatopraxia da Universidade Federal de Minas Gerais
    (UFMG).
    Técnico em Anatomia e Necropsia – lotado no Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade de Medina da Universidade Federal de Minas Gerais
    Professor do Curso de Tanatologia e Cuidados Paliativos da Sociedade de Tanatologia e Cuidados Paliativos de Minas Gerais (SOTAMIG).
    Professor do curso Técnico de Enfermagem da Conhecer Escola Técnica – Unidade de Santa
    Luzia – MG
    Instagran/@joseeustaquiopb
    E-mail: joseeustaquiopb@yahoo.com.br

     3,029 Total de Visualização

    Clique e para ler tudo

    Administrar

    Vender é mais fácil, difícil é encontrar quem quer comprar

    Publicação

    no

    Só quem está de frente da comunicação e na comercialização de planos funerários sabe o perrengue no qual estamos passando. Nosso dilema; ser discreto e ser percebido ao mesmo tempo, e no mesmo ambiente.

    O plano funeral é a fonte de tudo, desde faturamento até o posicionamento da marca no mercado, e por isso sempre digo: “A forma que o seu plano funeral comunica hoje (tempos pandêmicos), é o resultado do que ele comunicava antes. Quem fez uma poupança pode gastar agora. Explico. Se o seu plano funeral sempre teve uma comunicação camuflada, não dá para sair agora e falar na lata que o plano cobre também casos de Covide.

    Você acha um absurdo, ou mesmo apelativo colocar no flyer de vendas um destaque do tipo. “A assistência funeral do plano, cobre também casos de Covide dentro dos protocolos de saúde e segurança”. Pois saiba que essa informação pode e deve ser parte da sua comunicação, contanto que a sua linha de “conversa” com o seu cliente, tenha sido sempre direta, objetiva e reta pois a transparência foi e será o limiar do nosso negócio.

    A rejeição existe e ela é natural. Parece piegas mas não custa lembrar que vendemos o que o cliente não quer comprar e ainda pior, entregamos o que ele não quer receber, o problema é quando essa rejeição acontece já internamente. E como e porque isso acontece? Simplesmente porque o seu vendedor não está preparado, municiado e motivado com técnicas, conhecimentos e segurança do produto. Faça uma pesquisa rápida na sua equipe de vendas, e veja quantos deles são clientes do plano que vendem! 

    Quando dizem que “Ninguém compra plano funerário” eu completo. Ninguém também compra seguro, compra a tranquilidade de um problema a ser resolvido. Ninguém compra um plano de saúde para ter saúde, compra um plano para não gastar com o médico. Ter um seguro não evitará ter seu carro roubado, ter um plano de saúde não evitará que se fique doente.

    Essa é a linha de raciocínio do plano funerário. Prevenir não é se antecipar ou desejar que algo acontece. Inclua isso no seu script de vendas, e por favor e definitivamente, peça para quem treina a sua equipe separar script de roteiro e passe a segmentar a comunicação. Não fazer isso, e correr para a venda digital é um grande erro, ainda mais quando se coloca para isso, um vendedor criado e nutrido no analógico. Para não rodar na curva, se precisa mudar a “corpo, voz e cor” da comunicação do plano, que você desenvolveu (ou copiou) para as bases não digitais. Se isso não for feito, se cria depreciação e questionamentos desnecessário ao produto.

    Outra derrapada é a utilização de imagens e ícones religiosos que só depreciam e dificultam e muito o trabalho do vendedor lá na ponta, frases de duplo entendimento, caveirinhas e humor negro também, mesmo que um dos efeitos da pandemia no nosso negócio, tenha sido a aproximação do cliente com a linguagem “funerês” – traslado, cremação, carência, tanatopraxia, sepultamento – ninguém conseguiu pular a barreira da rejeição quando o assunto é morte. 

    Tudo aqui depende claramente do ponto de vista. Sabe aquela do copo meio cheio e meio vazio? Haverá quem diga. “Todo mundo precisa, mas ninguém compra por isso eu não consigo vender”, mas também quem diga, “Ninguém compra, mas todo mundo precisa, por isso eu vou vender”.

     2,367 Total de Visualização

    Clique e para ler tudo

    Administrar

    Serviço funerário da Capital de São Paulo terão vans escolares como carros funerários

    Publicação

    no

    Vans escolares são chamadas para transportar corpos de vítimas do Covid-19

    O Serviço Funerário da capital de São Paulo esta vinculado à Secretaria Municipal das Subprefeituras de São Paulo, e considerando o alto número de sepultamentos de vítimas da Covid-19, na cidade, desde da ultima quinta-feira 25/03, passou a contratar de forma emergencial 50 veículos modelo van, minivan ou perua para o translado funerário nos cemitérios da capital paulista.

    Os proprietários de vans de transporte escolar que estão sem poder trabalhar com o transporte de alunos devido a paralisação da aulas por conta da pandemia, o Sindicato do Transporte Escolar de São Paulo (STE) revela que a categoria foi chamada pela empresa ganhadora do contrato público para o serviço, que começa nesta segunda-feira 29/03.

    No documento assinado pela gestão municipal, é justificada uma exponencial taxa de mortes na capital causadas pela pandemia para contratar, em situação emergencial e sem licitação, a empresa Era Técnica Engenharia Construções e Serviços.

    Ficou acertada a locação de 54 veículos, sendo 50 deles adaptados para a prestação de serviços de translado funerário, com motorista e ajudante, além de combustível e quilometragem livre com um custo calculado de R$ 1.549.044,00.

    Nesta semana, os 50 motoristas estarão passando por treinamentos. A procura foi três vezes maior que o número de vagas, e 150 tentaram a oportunidade. Segundo os motoristas, o pagamento é de R$28 por hora, e a previsão de trabalho é de 10 a 12 horas por dia, sendo um valor de R$280,00 a R$336,00 por dia.

    Os motoristas das vans trabalharão, principalmente, no transporte de vítimas do novo coronavírus dos hospitais e IML (Instituto Médico Legal) ao local do enterro.

    Aos que aceitarem o serviço passarão por adequações no veiculo, como: retiradas dos bancos, remoção do adesivo de van escolar e treinamento de uma semana.

    Somando se a esses veículos 4 serão veículos de passeio para o transporte de agentes funerários

    Principal medida tomada

    Passado essa fase de transportes de infectados essas vans vão voltar para atuar com alunos

    Esse é medo dos transportadores de alunos. E muitos não queiram se expor.

    A prefeitura promete esterilizar os carros ao termino dos serviços

    O valor do serviço

    Nesta semana, os 50 motoristas estão passando por treinamentos. A procura foi três vezes maior que o número de vagas, e 150 tentaram a oportunidade. Segundo os motoristas, o pagamento é de R$28 por hora, e a previsão de trabalho é de 10 a 12 horas por dia.

    mazinha

    Gostou de ficar sabendo?

    Receba outras no seu Email e WhatsApp

      Seu nome (obrigatório)

      Seu e-mail (obrigatório)

      Número WhatsApp com DDD

      Autorizo o Portal Todas Funerárias a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários (Pare receber salve o nosso número WhatsApp em sua agenda 11 99567 7070)

       6,996 Total de Visualização

      Clique e para ler tudo

      + Mais lidas