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O que fazer com o corpo humano após a morte

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Alem de sepultar ou cremar o corpo. Você ja pensou e algo diferente?

 

Embora a morte seja um fato, e todos nós vamos morrer um dia, geralmente, as pessoas não pensam muito sobre isso.  E menos ainda, o que será do seu corpo após a sua partida. Para muitos, a morte pode ser uma ocasião solene, uma passagem espiritual, muito mais complexa, mas ainda assim existem questões mundanas do que fazer com o seu corpo.

Depois que morremos, nosso corpo perde suas defesas naturais e começamos a ser atacado por todos os lados por bactérias, animais e até substâncias produzidas por nós mesmos dão início ao fim.

O cadáver vai mudando de coloração indo para mais escuro e inchando, a pele e os órgãos iniciam o processo de  se desfaser e o nosso cérebro virando um caldo. E depois de algum tempo, não sobra muita coisa.

Afinal é assim que somos e não se tem como mudar esse curso natural.

“Quando alguém morre, a oxigenação pára de acontecer e o organismo se desequilibra. Minerais como o sódio e o potássio, importantes para o metabolismo, deixam de ser produzidos. Com isso, as células se desestabilizam e passam a digerir o próprio corpo”, diz o fisiologista e professor de medicina legal Marco Aurélio Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP).

 

Ao mesmo tempo, bactérias famintas também entram no banquete. As primeiras a avançarem na carne são as da flora intestinal e da mucosa respiratória, que já vivem no organismo. Para continuarem vivas, essas bactérias invadem os tecidos e os devoram. Depois disso, as bactérias do ambiente deixam o cadáver irreconhecível

Alem do tradicional que é sepultar ou cremar o corpo, o que mais pode ser feito com o corpo após a morte? Vamos entender como algumas pessoas fazem para dar fim os corpos.

Vamos conhecer algumas formas interresantes de destinar os corpos

Fazer um diamante com as cinzas humanas

É possível se tornar uma joia após a morte. Nesse caso, o carbono é extraído dos seus restos mortais e, então, passam por um processo de customização. Sob alta temperatura e pressão, o procedimento age comprimindo o material dentro da Terra. Depois de algumas semanas, o diamante pode ser cortado e polido, se tornando uma linda joia. Geralmente, os diamantes resultantes desse processo são de coloração azul, mas também podem ter outras cores. E, assim como as pessoas, cada diamante tem suas características únicas.

Ser parte de uma árvore

Se você quiser se transformar em algo útil, após a morte, o que seria melhor do que uma árvore? Ao invés de ser enterrado em um caixão comum, você poderia ser enterrado em um “ovo” biodegradável e se transformar em adubo para nutrir uma árvore. Esse ovo se decompões depois do enterro e fornece todos os nutrientes necessários para uma muda crescer.

Fogos de artifício com cinzas humanas

É possível atirar uma porção dos restos mortais do falecido em foguetes. Ultimamente, muitas pessoas têm optado por essa opção. É uma forma de fazer uma saída triunfal dessa vida, não acha?

Johnny Depp começou uma moda quando jogou as cinzas de um amigo no céu, em uma grande exibição de fogos de artifício. Atualmente, várias empresas tambem funerárias estão oferecendo o serviço.

Manequim de estudos cientifico

Desde sempre, houve a possibilidade de doar o corpo para a ciência, mas também há a possibilidade de se tornar uma das figuras anatômicas plastinadas de Gunther von Hagens. O anatomista alemão foi quem inventou a técnica de plastinação, que preserva tecidos biológicos. A técnica, usada para isso, remove todos os fluidos corporais e gorduras solúveis do tecido, substituindo-as por injeções de plástico, que são inseridas a vácuo, nas células vazias do tecido. Assim, elas se tornaram um material endurecido

Adubo humano

O processo foi encabeçado por pesquisas desenvolvidas pela Universidade Estadual de Washington em parceria com a empresa Recompose, com sede em Seattle, que será a primeira a oferecer a redução orgânica natural de forma comercial a empresa se  compromete em converter todos os restos humanos, incluindo ossos e dentes, em nutrientes para o solo.

O método consiste em acelerar a decomposição natural. O corpo é colocado em um contêiner com palha, lascas de madeira e alfafa, e lá são criadas as condições ideais de umidade e oxigenação para que as bactérias façam seu trabalho bem mais rápido – a uma temperatura entre 49 °C e 71 °C. Em apenas 30 dias o corpo vira puro adubo.

As polêmicas que envolve a compostagem humana é a disseminação de doenças que podem permanecer no adubo originado pela decomposição de um cadáver.

Tatuagem com cinzas humanas

Se você quer algo eterno, que tal apostar em uma tatuagem? É possível esterilizar cinzas e misturá-las com a tinta para transformar o ente querido em um desenho que ficará para sempre com você.

Jogue as cinzas no mar

Uma das homenagens mais bonitas é de onde jogar cinzas de cremação espalhando no mar. Muitos acham que jogar cinzas no mar é crime, mas na verdade, essa prática é muito comum. Para isso, existem urnas feitas com materiais hidrossolúveis, que flutuam por alguns minutos antes de afundar e, quando no fundo do mar, se dissolve totamente. Esta é uma linda forma de se despedir, especialmente, para os apaixonados pelo mar e a vida marinha.

Espalhar as cinzas em um local especial

Que tal jogar cinzas de cremação é espalhá-la em um local especial que marcou a vida da pessoa, como campo de futebol ou o ponto turístico do país preferido do ente querido.

São muitas as opções de onde jogar as cinzas de cremação.

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    Porque se usa roupa preta nos velórios

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    A cor das vestes para o luto podem ser diferentes e partes do mundo

    O tratamento dado ao falecido em cada cultura proporciona uma melhor compreensão de sua visão da morte e da própria natureza humana. Os rituais e costumes funerários têm a ver não somente com a preparação e a despedida do cadáver, mas também com a satisfação dos parentes e a permanência do espírito do morto entre eles.

    As diferentes maneiras de se despedir da pessoa falecida variam de acordo com as crenças religiosas. O sepultamento está associado à adoração de ancestrais ou crenças na vida após a morte.

    No Egito

    Segundo os historiadores, no Egito o funeral era precedido por uma reunião pública: se a vida do falecido tinha sido irrepreensível, o funeral prosseguia, mas por outro lado se a pessoa falecida tivesse tido alguma repreensão, o cadáver era enterrado em uma vala comum chamada Tártaro.

    Nem mesmo os menores detalhes passavam despercebidos pelo julgamento. Para aqueles que morreram deixando dívidas, nenhum funeral era realizado, até que as pessoas mais próximas do falecido pagassem as dívidas.

    No Brasil

    Nós temos a imagem associada ao luto do uso de roupas pretas ou escuras, já que a tradição ainda persiste, exceto com a diferença de que antes que o luto fosse mantido por mais de anos. Mesmo anteriormente, homens nessas circunstâncias, vestiam sua camisa e calças também pretas. Os homens também podiam mostrar sua dor usando um bracelete na manga esquerda, uma lapela ou um botão na jaqueta, claro, na cor preta.

    As crenças

    Essas práticas, intimamente relacionadas às crenças religiosas sobre a natureza da morte e a existência de uma vida posterior, implicam importantes funções psicológicas, sociológicas e simbólicas para os membros de uma comunidade. Um exemplo claro disso é o ato de usar preto para assistir à cerimônia fúnebre.

    Funerais laicos ou funerais civis

    Existem também rituais funerários sem crenças religiosas. Em consonância com a corrente ideológica do secularismo, que está ganhando adeptos em muitos países. Os funerais laicos ou funerais civis surgiram nos últimos anos como uma alternativa aos funerais religiosos. Cerimônias funerárias civis geralmente consistem em discurso aos participantes, uma reflexão sobre a vida e a morte, algumas palavras sobre o falecido, a leitura de um poema e uma despedida.

    No Brasil, por exemplo, o preto pode significar luto e o branco sinônimo para paz

    Nas culturas ocidentais, como é o caso do Brasil, colonizado por portugueses, o preto tem sua origem nos povos romanos, que usavam uma espécie de toga preta básica em situações de luto.
    A cor preta está associada à escuridão, falta de luz, cor da noite, da tristeza e do sofrimento pela perda de um ente querido. Vale lembrar que o roxo durante muito tempo também esteve associado aos hábitos de luto na cultura ocidental, mas tem caído em desuso gradativamente.
    Cada povo possui uma característica própria para demonstrar respeito e sentimentos pela morte de alguém.

    Confira abaixo algumas curiosidades sobre as cores em diferentes aspectos:

    Preto

    É a responsável pela disseminação da cor preta como forma de demonstrar luto e indica falta de luz, tristeza, sofrimento e introspecção, muito relacionada aos sentimentos de perda de quem amamos.

    Roxo

    Antigamente utilizado pela Tailândia e pela cultura ocidental serve para demonstrar, além do luto, a dor da perda de um ente querido. O roxo como cor para expressar luto está sendo cada vez menos utilizado.

    Branco

    Tanto na Índia, quanto a China e o Japão, é utilizada para demonstrar o luto pela perda de familiares e amigos. No Brasil, o hábito de vestir peças de roupas na cor branca está sendo cada vez mais utilizada, principalmente em casos de mortes decorrentes de atos violentos. A cor branca usada pelos orientais como forma de luto pode transmitir a necessidade de estar em silêncio, buscar a reflexão e paz em momentos difíceis.

    Amarelo

    Utilizado pelo povo do Egito para demonstrar luto e sofrimento pela perda, a cor amarela nos remete às flores secas que caem das árvores, simbolizando as lágrimas ao chorar pelas saudades da pessoa falecida.

    Azul Celeste

    Utilizada pelos povos da Síria, essa cor remete-nos à cor do céu, lugar em que se considera que as pessoas falecidas seguirão após a morte. No Irã a cor azul é utilizada.

    Vermelho

    Os enlutados africanos utilizam a cor vermelha para demonstrar o luto e a dor de perder um membro da comunidade.
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    O perfume com cheiro de cadáver

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    Para você que pensou que já viu ou sentiu de tudo nessa vida

    É muito bizarro mas uma instituição beneficente no Reino Unido criou um perfume cuja fragrância é inspirada no odor de cadáveres. Na realidade é que este perfume foi inspirado na flor Jarro-Titã, também chamada de Flor-Cadáver devido ao seu odor desagradável que se assemelha ao de um corpo em decomposição.

    Alguns comentam que o cheiro horrível se assemelha a uma combinação de queijo estragado, rato morto e peixe em decomposição, para se ter uma ideia.

    A “Flor-Cadáver” emite um aroma fétido composto por mais de 400 substâncias que também estão presentes em outros odores naturais e na perfumaria, como queijo estragado, carne podre e peixe. Embora o produto tenha sido exibido em uma instalação de arte de uma instituição de caridade britânica, ele nunca foi comercializado como um perfume para uso pessoal.

    A fragrância fez parte de uma instalação artística e multissensorial chamada Thanatos, exibida no centro de arte Phoenix Leicester. O projeto foi criado pelo artista Eric Fong em colaboração com a pesquisadora forense Dra. Anna Williams e o perfumista Euan McCall. O intuito da exposição era educar o público sobre o processo de decomposição e os compostos químicos emitidos após a morte, além de explorar a ciência forense

    Essa é a flor Jarro Titã

    Esse grupo beneficente conhecido como The Eden Project foi o idealizador de vários feitos considerados de extremo impacto, principalmente quesito ambiental, considerou que seria então uma proposta interessante criar este perfume para aqueles que procuram um aroma mais audacioso e em uma direção totalmente inovadora. De fato, é inegável que poucos se aventurariam em fazer uso de um perfume com um aroma assim.

     

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