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Competição de cremação de mortos

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Aconteceu o concurso para eleger o melhor cremador de mortos

Competição inédita de cremação de mortos na China

Nunca houve uma competição neste sentido na China, e isso despertou alguns dos pontos centrais da cultura chinesa. Apesar do crescente número de cremações, o embate entre as crenças tradicionais chinesas e o incentivo do governo já surtem efeitos práticos na sociedade. Foram mais de 50 pessoas competindo pelo título.

Preocupado com o espaço para cemitérios o governo quer estimular também o orgulho pela profissão muito similar à de coveiro.

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Na china metade dos mais de 10 milhões de chineses mortos anualmente já é cremada, mas o enterro em covas de cemitério ainda é considerado a forma mais tradicional de lidar com cadáveres.

Participaram também do concurso outros profissionais ligados a prestações de serviços, como cuidadores de idosos, os vencedores receberão uma medalha no dia 1º de maio.

Os três melhores colocados trabalham no famoso cemitério de BabaoshanNa competição dos cremadores, os três melhores colocados trabalham no famoso cemitério de Babaoshan, em Pequim, e o quarto vem da cidade de Nanchang.

Num país onde homenagear os ancestrais é parte central da cultura, a cremação já foi considerada tabu e desrespeito, mas vem crescentemente ganhando adeptos, sobretudo após algumas províncias tornarem a prática obrigatória por lei.

A imprensa estatal chinesa não deu muitos detalhes sobre o concurso, limitando-se a dizer que os competidores deveriam demonstrar “habilidades operacionais técnicas” e fazer um exame de conhecimentos sobre a profissão.

A experiência foi realizada em 2015 e  deve voltar a acontecer após 5 anos. No entanto para 2020 provavelmente teremos outro evento dessa natureza.

Como é trabalhar como cremador na China

Muitos relatam longos expedientes e problemas de saúde por trabalhar o dia todo em salas que podem chegar a 50º C de temperatura, além de lidar com fornos crematórios que podem atingir 600º C.

“Geralmente trabalhamos de dez a 12 horas em cada turno. Quando há um pico na carga de trabalho, podemos processar cerca de 250 a 260 cadáveres por dia, sem nem saber quando vamos para casa”, diz Liu Yong, que trabalha num crematório de Xangai.

Já Cao Lianxing diz que um bom cremador precisa ser altamente qualificado. Ao lado de nove colegas, ele lida com mais de 10 mil corpos por ano em seu crematório na província de Jiangsu.

“Os ossos precisam ser queimados completamente, mas devem manter sua pureza branca. Não pode haver fumaça preta. Uma vez que o dia está encerrado, temos que esperar a fornalha esfriar para que possamos limpá-la e evitar qualquer tipo de entupimento”, explica.

O objetivo do concurso

De acordo com o governo chinês, uma das razões seria aumentar a autoestima dos cremadores e criar um sentimento positivo em torno da profissão, diante de uma queda no número de pessoas dispostas a trabalhar na área.

Citando uma falta de compreensão da sociedade e os riscos de lidar com cadáveres, o governo disse em nota que há preconceito em torno da profissão.

O enterro em covas de cemitério ainda é considerado a forma mais tradicional de lidar com os mortos na China, mas o número de crematórios vem crescendo em algumas províncias que tornaram a prática obrigatória por lei.

Apesar do crescente número de cremações, o embate entre as crenças tradicionais chinesas e o incentivo do governo já surtem efeitos práticos na sociedade.

Em março, o jornal China Daily divulgou um aumento nos casos de roubos a túmulos e de suicídios de idosos que queriam ser enterrados antes do incentivo à cremação ganhar cunho oficial.

Em novembro de 2014, dois agentes do governo foram presos após supostamente terem comprado cadáveres de ladrões de túmulos para se adequarem às metas de cremação estipuladas pelo governo.

Fonte: BBC Brasil

mazinha

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    Fatalidades

    Acidente envolvendo carro funerário deixa 2 feridos e uma pessoa morta MT

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    Um grave acidente envolvendo um carro funerário, um caminhão e uma caminhonete, aconteceu na noite do dia 08/06 na BR-070, entre Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento MT com vítima fatal.

    Conforme informações preliminares as equipes que atenderam a ocorrência, o carro da funerária de Cáceres, teria tentado uma ultrapassagem e acabou batendo em um caminhão. Com o impacto, o veículo funerário foi arremessado para a pista contrária. Em seguida, bateu contra uma caminhonete que seguia na outra direção.

    Com o impacto da batida, Luiz Carlos Floriano, 62 anos, que estava no banco do carona do carro funerário, morreu no local. O motorista da funerária e o motorista da S10, foram socorridos e encaminhados para um hospital da região.

    O motorista do carro funerário e o condutor da caminhonete ficaram feridos e foram encaminhados para uma unidade hospitalar. Até a publicação desta reportagem, não tivemos informações atualizadas sobre o estado de saúde deles.

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou o teste do bafômetro no motorista da carreta, que teve resultado negativo para consumo de álcool. Os condutores dos outros dois veículos não foram submetidos ao exame no local devido à necessidade de atendimento médico imediato.

    O carro funerária estava sem nenhum cadáver no momento do acidente.

    A ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e danos materiais.

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    Curiosidade

    O perfume com cheiro de cadáver

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    Para você que pensou que já viu ou sentiu de tudo nessa vida

    É muito bizarro mas uma instituição beneficente no Reino Unido criou um perfume cuja fragrância é inspirada no odor de cadáveres. Na realidade é que este perfume foi inspirado na flor Jarro-Titã, também chamada de Flor-Cadáver devido ao seu odor desagradável que se assemelha ao de um corpo em decomposição.

    Alguns comentam que o cheiro horrível se assemelha a uma combinação de queijo estragado, rato morto e peixe em decomposição, para se ter uma ideia.

    A “Flor-Cadáver” emite um aroma fétido composto por mais de 400 substâncias que também estão presentes em outros odores naturais e na perfumaria, como queijo estragado, carne podre e peixe. Embora o produto tenha sido exibido em uma instalação de arte de uma instituição de caridade britânica, ele nunca foi comercializado como um perfume para uso pessoal.

    A fragrância fez parte de uma instalação artística e multissensorial chamada Thanatos, exibida no centro de arte Phoenix Leicester. O projeto foi criado pelo artista Eric Fong em colaboração com a pesquisadora forense Dra. Anna Williams e o perfumista Euan McCall. O intuito da exposição era educar o público sobre o processo de decomposição e os compostos químicos emitidos após a morte, além de explorar a ciência forense

    Essa é a flor Jarro Titã

    Esse grupo beneficente conhecido como The Eden Project foi o idealizador de vários feitos considerados de extremo impacto, principalmente quesito ambiental, considerou que seria então uma proposta interessante criar este perfume para aqueles que procuram um aroma mais audacioso e em uma direção totalmente inovadora. De fato, é inegável que poucos se aventurariam em fazer uso de um perfume com um aroma assim.

     

    Assista ao vídeo do produto

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    Cemitérios do Brasil

    Urna funerária viva feita com material orgânico

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    Ela pode ser absorvida pelo solo entre 1 a 6 meses.

    E chegamos ao primeiro funeral usando um “caixão vivo”. Parece soar estranho mas esse produto já existe e é resultado de compostagem chamado de micélio que são fungos que criam uma esteira de fibras que oferece uma sustentação suficiente para fazer uma urna funerária.

    No brasil e em muitas partes do mundo a urna e feita em madeira tem sido utilizado por décadas, mas devido a questões ambientais pesquisadores estão buscando alternativas para uma urna com a decomposição mais rápida pelo meio ambiente.

    Os idealizadores da uma urna ecológica é da startup Loop da Holanda, a urna feita de micélio batizado de Living Cocoon leva de um a seis meses para ser absorvido pela terra, contribuindo ativamente para a decomposição total do corpo e enriquecendo a qualidade do solo.

    Segundo Hendrikx, um biodesigner de 26 anos que estudou na Universidade Técnica de Delft, o Living Cocoon permitirá que “as pessoas se tornem parte da natureza novamente”, podendo “enriquecer o solo em vez de poluí-lo”.

    O micélio é uma rede de fibras finas que formam a parte vegetativa da maioria das espécies de fungos. Esta rede no subsolo, acreditam pesquisadores, é usada pelas plantas até mesmo para estabelecerem comunicação: sim, as plantas “conversam” entre si.

    Para o especialista em fungos Paul Stamets, essa rede é uma trama ligada como uma “internet natural” do planeta Terra. Sua tese é que ela coloca em contato plantas que estão muito distantes de si e não apenas as que estão próximas.

     

    A pesquisa de opinião pública 

    De acordo com uma pesquisa de 2015 feita pelo Conselho de Informações de Memorial e Funeral, 64 por cento dos entrevistados manifestaram interesse em funerais ecológicos, número que chegava a apenas 43 por cento em 2010. E que se a mesma pesquisa fosse feita nos dias atuais esse numero teria um aumento significativo.

    As urnas em madeira

    A urna funerárias atual utilizada é geralmente feito de madeira, recebem verniz e possui componentes metálicos que demoram muitos de anos para se decompor. Além disso a preocupação com a contaminação do solo (e dos lençóis freáticos) por necrochorume e o vazamento de gases sulfídricos por má confecção e manutenção de sepulturas e jazigos.

    Mas com certeza essa mudança ideológica do material utilizado em larga escala nos dias atuais devem permanecer forte por vários anos até que a sociedade como um todo deseje mudar para melhor o seu meio ambiente.

    A solução

    O desenvolvimento de urnas funerárias orgânicas é uma das possibilidades que vem sendo estudada, uma vez que muitas pessoas – às vezes por questões religiosas – não aceitam a cremação.

    Cada Living Cocoon “urna viva” leva várias semanas para se formar à medida que a esteira de micélio cresce na forma de um caixão e depois seca naturalmente. Assim que é exposto ao solo úmido novamente, ele volta à vida e começa o processo de decomposição.

    “O micélio está constantemente à procura de resíduos para converter em nutrientes para o ambiente. Faz o mesmo com substâncias tóxicas, incluindo óleo, plástico e metal. por exemplo.

    Tijolo de micélio – Foto da internet

    O micélio pode ser cultivado e moldado para diversos formatos, já tendo sido testado na produção de tijolos. O modelo testado em forma de urna funerária teve seu primeiro teste em um funeral no início do mês de setembro de 2020. Essa urna significa que realmente alimentamos a terra com nossos corpos. Somos nutrientes, não resíduos, ressalta Hendrikx.

    O fundador da startup – que surgiu na Universidade Técnica de Delft – salienta que o micélio já foi usado em Chernobyl, é utilizado em Rotterdam para limpar o solo e alguns agricultores também o aplicam para tornar a terra saudável novamente.

    Vários outros estudos neste mesmo sentido tem sido iniciados pelo mundo na esperança de encontra uma forma que melhore o convívio com os que vivem com as pessoas que já se foram.

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