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O que é rigidez cadavérica

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Rigidez cadavérica ou Rigor mortis ambos são a mesma coisa

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Embora seja um assunto bastante bizarro, é normal entendermos por que o corpo passa por diversas mudanças quando uma pessoa morre. Bem, quando o coração pára de bater, as células do corpo e os tecidos param de receber oxigênio, isso vai causar a morte de todas elas. As células do cérebro são as primeiras a morrer (geralmente entre três e sete minutos). As últimas são as células ósseas e da pele que sobrevivem ainda por alguns dias.

Rigor mortis (Do latim rigor, rigidez e mortis, morte) ou rigidez cadavérica é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança bioquímica nos músculos, causando um endurecimento dos músculos do cadáver e impossibilidade de mexê-los ou manipulá-los. O tempo de início e duração depende da temperatura e umidade do ambiente e do corpo. Em média começa após 4-8h, é máxima em 12-18h e terminando após 24-36h.

Rigidez cadavérica e a pele com manchas roxas

O sangue, que não está mais sendo bombeado pelo coração, começa a ser drenado dos vasos sanguíneos para as partes inferiores do corpo, isso causa aquela aparência pálida em alguns lugares e mais escura em outros. Três horas após a morte, começa o “rigor mortis” (o endurecimento dos músculos) que se dá pela desidratação dos tecidos e órgãos. Após 12 horas, o corpo esfria e dentro de 24 horas (dependendo da gordura corporal e das temperaturas externas) perde todo o calor interno em um processo chamado algor mortis (esfriamento do corpo). Depois de 36 horas, o tecido corporal começa a perder sua rigidez e, de 48 a 72 horas, a rigidez cadavérica diminui.

Em quanto o tempo ocorre?

Em média, presumindo-se temperatura ambiente de 20oC e umidade moderada a rigidez:

  • Ausente: nas primeiras 4h post-mortem;
  • Mínima: entre 4 a 8 horas;
  • Moderada: entre 8 a 12 horas;
  • Avançada: entre 12 a 18 horas;
  • Completa: entre 18 a 24 horas;
  • Dissipando: após 24 a 36 horas. Pode demorar 72h para relaxar completamente.

Ação de bactérias e enzimas

Conforme as células morrem, as bactérias dentro do corpo começam a desintegrá-lo. Enzimas no pâncreas fazem com que o órgão se dissolva sozinho. O metabolismo bacteriano ajuda a liberar gases como metano e sulfeto de hidrogênio e isso “infla” os órgãos. O corpo logo assume uma aparência horrível e começa a cheirar mal. Tecidos em decomposição liberam uma substância esverdeada. Os pulmões expelem um fluído pela boca e pelo nariz.

Larvas de insetos

Dependendo de onde o corpo estiver, os insetos são os primeiros a perceber tais sinais. O corpo humano oferece alimento e é um ótimo lugar para depositarem seus ovos. Uma mosca pode se alimentar bem com um cadáver e depois liberar até 300 ovos (ou larvas) sobre ele. As larvas famintas são muito eficientes, começam se alimentando das partes externas do corpo (raspando fluídos que eventualmente escorrem). Nas várias etapas do crescimento das larvas, elas se movem em grupo, se alimentando de carne em putrefação e soltam enzimas que ajudam a tornar o corpo em uma substância pegajosa.

Quais as causas

A causa bioquímica do rigor mortis começa com o cessamento do bombeamento de íons de cálcio para o interior do retículo sarcoplasmático (pela ausência de ATP) de forma que a concentração citossólica deste íon aumenta gradativamente, também contribui para este aumento na concentração citossólica de íon cálcio a degradação das cisternas terminais do retículo. O cálcio liberado se liga à troponina C e induz a mudança conformacional da tropomiosina expondo os sítios de ligação entre actina e miosina. Ø  Normalmente, as moléculas de miosina contendo ATP previamente ligado interagem com os filamentos de actina que agora têm seus estios de ligação expostos, porém como não existe um novo ATP para desfazer o complexo ADP-miosina/actina, os músculos tornam-se rígidos. A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos o metabolismo. Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do pH.

Alguns fatores aceleram o início e o fim do rigor mortis:

Exercício antes da morte
Temperaturas ambientais elevadas
Convulsões
Eletrocussão
Hipertermia ou febre
Drogas que aumentam a temperatura corporal

Fatores que desaceleram o rigor mortis:

Hipotermia
Temperaturas ambientais baixas
Pneumonia
Hemorragia
Doenças do sistema nervoso

Quais os sinas vitais de morte

Normalmente é um dos quatro sinais de morte, descritos como: pallor mortis, algor mortis, rigor mortis e livor mortis.

A contração extrema resulta da fadiga muscular. O penis enrijece por dez minutos. Os músculos tornam-se incapazes de contrair ou relaxar, devido à falta de ATP nas fibras musculares. A níveis baixos de ATP, ocorre deficiência no transporte dos ions Ca2+ para o retículo sarcoplasmático, acumulando-se cálcio no sarcoplasma e assim as pontes formadas não se podem desligar.

Após a morte, o cálcio pode permear livremente a membrana do retículo sarcoplasmático por consequência de sua degradação devido a morte celular.Com isso o sarcoplasma fica com uma concentração elevada de cálcio, formando pontes de ligação miosina-actina. Contudo como o metabolismo energético não mais sintetiza ATP, as bombas de regulação iónicas não mais funcionam (Bomba de cálcio ATPase) em consequência o músculo permanece rígido já que pontes não se libertam. O rigor mortis aparece em torno da 12ª hora após a morte, e permanece até em torno da 36ª, quando se tem sua reversão que ocorre naturalmente devido a degeneração dos tecidos musculares.

A falta de ATP impede o deslizamento e o bombeamento de cálcio, impedindo o relaxamento muscular. Depois de 15 a 25h após a morte, os lisossomos liberam enzimas que destroem as proteínas dos músculos e causam relaxamento do cadáver.

Fonte de estudo: Wikipedia

mazinha

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    Sepultado a 7 palmos – de onde vem essa tradição

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    “Esta enterrado a sete palmos embaixo da terra”

    Muitos já ouviram esta expressão, principalmente os que tem mais de 40 anos de idade. Para os mais novos podem causar espanto, essa informação, ou ditado como queira chamar, esta frase é mais antiga do que você imagina, tudo começou na Inglaterra, por volta do ano de 1800, período em que uma doença chamada de PESTE BUBÔNICA ou PESTE NEGRA  se alastrava pela Europa, a doença chegou a dizimar cerca de 8.000 mil pessoas.

    Peste bubônica, a forma mais comum da doença, afeta os nódulos linfáticos e causa gangrena. Há outros dois tipos, a séptica, que causa infecção no sangue, e a pneumônica, que afeta os pulmões

    Peste bubônica, a forma mais comum da doença, afeta os nódulos linfáticos e causa gangrena. Há outros dois tipos, a séptica, que causa infecção no sangue, e a pneumônica, que afeta os pulmões

    Na época temendo a epidemia, foi estabelecida uma nova regra para os cemitérios realizarem os sepultamentos, e ficou determinado 7 palmos (cerca de 1,80 metros era justamente a profundidade entre a terra e o corpo. Logo após o fim da epidemia, esta norma foi suspensa e assim começaram a enterrar os mortos mais próximos da superfície.

    No entanto, cadáveres começaram a sumir repentinamente dos túmulos; – após um determinado tempo descobriram, que os mesmos estavam sendo vendidos para estudos para universidades. Diante desses fatores e a proximidade do cadáver com a superfície, o governo da época foi obrigado a retomar a lei dos 2 metros de profundidade, criada na época em que a doença se espalhava.

    A regra de enterrar as vítimas há 6 pés de profundidade ou sete palmos, algo em torno de 1,80 metros, também foi estabelecida também valia para que os animais, e principalmente os cachorros, não conseguissem alcançar os corpos e acabar disseminando a doença.

    Essa medida teve algumas variações conforme o entendimentos das autoridades locais. No Brasil se sepulta na terra  em torno 1,30 e 1,60 metros de profundidade, dependendo do estado ou do município.

    Principais meios de transmissão dessa doença

    Em 2015 a doença voltou a aparecer nos EUA nos Estados do Novo México, Arizona, Califórnia e Colorado, segundo o CDC. “O cão-da-pradaria (mamífero roedor) é o principal meio de transmissão da praga, e ele se concentra a oeste do meridiano 100”. A geografia e o clima do oeste dos EUA favorecem a presença desses roedores, e como eles são “animais sociais”, acabam contribuindo na proliferação de pulgas infectadas. A bactéria Yersinia pestis se espalha por meio de pulgas que habitam cães-da-pradaria. O furão-do-pé-preto e o lince-do-Canadá são outras espécies suscetíveis

    mazinha

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      Tanatopraxia – O que é?

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      Um procedimento para a melhora da condição do cadáver e a boa apresentação no velório

      Laboraratório de tanatopraxia

      Um procedimento importante para a preparação da pessoa falecida, afim de assegurar um melhor aproveitamento do tempo de velório e também sanar os constrangimentos aos familiares, que terão um velório sem o inconveniente de odores desagradáveis, bem como a melhora significativa da aparência da pessoa morta: assim o corpo não sofrerá, pelo tempo solicitado pelos familiares, as decomposições naturais.

      Por quais razões contratar?

      Para conservação mais próxima à natural apresentação da pessoa falecida para uma cerimônia de velório e evitar que o cadáver se transforme em um perigo em potencial orgânico para a higiene e saúde pública.

      Quem pode executar um procedimento de tanatopraxia?

      Clínicas especializadas com laboratórios próprios e licenciados e profissionais técnicos, habilitados em necropsia e tanatopraxia dentro das normativas da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária).

      Qual é o tempo de duração do processo de Tanatopraxia?

      Considerando que o corpo esteja na clinica especializada o tempo médio fica em torno de uma hora, dependendo da complexidade do trabalho a ser executado, deve levar em consideração o transporte ate a clinica que vai variar de acordo com a localidade ate a para cerimônia de velório.

      Qual é o custo da Tanatopraxia ?

      O custo pode chegar até de R$1.500,00 dependendo do trabalho executado e também a localidade onde este procedimento esta sendo realizado. Ha lugares que incidem taxas e impostos que são cobrados e pode ter variação dos valores.

      mazinha

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        Os dois túmulos que misteriosamente se juntaram

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        Um Fenômeno defendido por muitos e duvidado por outros

        os-dois-tumulos-que-misteriosamente-se-juntaram

        Por ser dois túmulos muito antigos, a curiosidade chama a atenção de quem se depara com essa imagem. É uma historia que ultrapassa os limites do entendimento. Confirmada e contada pelos moradores de São João do Triunfo PR, onde os dois jazigos que foram construídos de forma tradicional e misteriosamente se juntaram como você pode ver na foto. Do lado esquerdo da foto o tumulo de Maria Antunes Ferreira e ao lado direito de Lourenço Hipólito Neto.

        A historia que se contam é que isso foi a manifestação sobrenatural do amor entre estas duas pessoas ali sepultadas, que não puderam viver um grande amor, porque pertenciam a classes sociais diferentes e somente assim, depois da morte, puderam ficar juntos. O que intriga a todos é que os túmulos estavam muito distantes um do outro e não haveria como empurrá-los, ou mesmo não havia possibilidade de deslizar um ao outro, até porque o terreno é bem plaino.

        A descoberta 

        Lapides-do-tumulo-que-se-juntou

        Na placa de identificação do túmulo de Maria Antunes Ferreira consta a data de nascimento 3/01/1876 e de falecimento 10/02/1939, o que percebemos que ela faleceu com 63 anos. No túmulo de Lourenço Hipólito Neto também encontramos a data de nascimento 16/10/1924 e de falecimento 24/09/1939, o que demonstra que ele morreu com apenas 15 anos.

        Esta informação evidencia que os dois morreram no mesmo ano de 1939, Maria no mês de fevereiro e Lourenço no mês de setembro, mas a diferença de idade entre eles era de 48 anos. Informação que não condiz com a lenda que os dois teriam tido um romance, e teriam a mesma idade.

        Hipótese 

        Lourenço Hipólito pode ter sido filho de Maria Antunes que por algum motivo, de classe social por exemplo, não tenha tido a oportunidade de cuidar do menino e depois de mortos eles firmaram um laço de permanecer juntos.

        Mas, o mistério continua

        Mesmo supondo que Hipólito e Maria não teriam tido um romance como fala a lenda, o mistério continua. Como e os dois túmulos teriam se juntado? Fica a pergunta a quem quiser descobrir.

        Esta lenda até faz parte do livro Lendas e Contos Populares do Paraná do Governo do Estado de 2005 página 119.

        mazinha

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