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Cemitérios do Brasil

O movimento do Cemitério de Brumadinho depois da Tragédia

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A dura rotina dos Coveiros João de Amorim e Ronaldo Campos para sepultar os mortos da tragédia de Brumadinho

Cemitério Recanto da Saudade - Brumadinho

O pequeno Cemitério Municipal o Recanto da Saudade, fica no Córrego do Feijão, em Brumadinho. Esse cemitério fica ao lado da base de trabalho das buscas pelas vitimas da barragem da Vale que se rompeu no dia 25/01. O cemiterio estava sem sepultamento desde 2015. E de um momento para outro passa a receber corpos das vitimas da catastrofe.

O coveiro João de Amorim Pereira não imaginava que prestaria os seus serviços em meio a uma tragédia dessa proporção. Com 65 anos de idade e há 15 anos como coveiro, recebeu um chamado extra. Éra para abrir túmulos para sepultar os corpos resultantes de uma tragédia. Para ele que estava sem realizar nenhum sepultamento a quatro anos naquele cemiterio, foi um espanto e teve que chamar ajuda de mais um colega para preparar tudo. Ronaldo Campos Maciel, 45, veio ajudar no cemitério. Ambos moram no distrito de Brumadinho chamado Piedade de Paraopeba. Para Ronaldo é como trabalhar em um cenário de guerra é uma experiência traumática.

João conta que em uma semana ja realizou a abertura de 10 covas e a previsão é de pelo menos 20 sepultamentos naquele cemiterio. É cansativo. Estamos abrindo as covas a mão. Com enxadão, enxada e pá. “A família chora de desespero. Você não aguenta ver a mãe clamando pelo filho perdido. Um dia a pessoa está fazendo churrasco, no outro foi engolido pela lama. Ninguém aguenta isso não” com a voz embargada João relata o que vê.

O Cemiterio Recanto da Saudade fica junto da central de resgates improvisada montada pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, policiais Militar e Civil, além das Forças Armadas.

O primeiro enterro feito ali foi nos sábado 2/2 do jovem Reinaldo Fernando Guimarães.

Depois o sepultamento de Cristina Paula de Cruz Araujo, uma funcionária da pousada Nova Estância. Durante as cerimônias de sepultamento, os trabalhos de busca são interrompidas, por estarem ao lado da base de apoio e resgate.

De sorte que os demais corpos estão seguindo para outras cidades de origem dos familiares.

João de Amorim Pereira“Estamos de prontidão 24 horas. Nunca trabalhamos em um ritmo tão intenso, mas sabemos o quanto esse momento é importante para as famílias”, disse João.

 

mazinha

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    Cemitérios do Brasil

    Tumulo de mulher vitima de vilipendio sepultada a três dias foi violado no MS

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    Mulher assassinada por ex-companheiro teve seu corpo violado no cemitério de Eldorado MS

    O caso aconteceu três dias após ser assassinada, Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi vítima de feminicídio pelo seu ex-companheiro.

    Essa mulher teve seu túmulo violado, durante a madrugada de quarta-feira 15/04, por três homens que cometeram o crime de necrofilia, no cemitério de Eldorado, no sul de Mato Grosso do Sul.

    De acordo com o relatório da Polícia Civil, funcionários do cemitério encontraram a sepultura aberta e o corpo fora da sepultura. Após a realização de perícia criminal ficou confirmada a prática de necrofilia e também a identificação dos participantes do crime.

    A investigação revelou que três pessoas participaram do crime, dois homens e um adolescente de 16 anos. Todos já foram localizados e levados à delegacia. Um dos suspeitos confessou o ato e relatou detalhes do ocorrido, afirmando ter sido o primeiro a cometer a violência. Segundo o delegado responsável pelo caso, ele declarou que o ato foi breve “por causa do mau cheiro”.

    Ainda segundo as investigações, os envolvidos invadiram o cemitério durante a noite, violaram a sepultura com um chute e retiraram o corpo. O caso está sendo tratado como vilipêndio de cadáver, crime previsto no Código Penal brasileiro.

    O criminoso

    Patrik Torcatti Ortiz, de 22 anos, confessou à Polícia Civil que participou do crime praticado contra o corpo de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, em Eldorado. Em depoimento, ele contou que foi ao cemitério acompanhado de um adolescente de 16 anos e encontrou um terceiro suspeito perto do túmulo. Segundo relato, após a sepultura ser aberta, o corpo foi retirado e ele afirmou ter sido o primeiro a praticar necrofilia

    A morte de Vera

    O assassinato de Vera aconteceu no último domingo 12/04, no bairro Jardim Novo Eldorado. Ela voltava para casa com a filha de 9 anos quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Ele efetuou dois disparos contra a vítima e, em seguida, tirou a própria vida. A criança presenciou toda a cena.

    O irmão de Vera

    “Cada vez está ficando mais difícil. O ser humano está se transformando em um bicho.”

    A frase, dita em tom de desabafo, resume o choque de Jorge Paulo Silva ao saber que o corpo da irmã, Vera Lúcia da Silva, foi violado dias após o feminicídio que já havia abalado a família, em Eldorado.

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    Cemitérios do Brasil

    Criminosos ateiam fogo na urna funerária de rival – BA

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    Criminosos de facção rival ateiam fogo em urna funerária durante o sepultamento em Coaraci BA

    Um ataque digno de um grupo terrorista abalou a cidade de Coaraci, no sul da Bahia, na manhã deste sábado, 17/01.
    Os relatos apontam para criminosos que teriam invadido o cemitério municipal durante o sepultamento de um homem e efetuado vários disparos de arma de fogo em seguida incendiado a urna funerária com o falecido dentro.

    Segundo informações apuradas até o momento, a ação teria sido realizada por membros de uma facção rival à qual o homem pertencia, os suspeitos adentraram o cemitério e, em um ato completamente desrespeitoso e violento, atearam fogo ao caixão, gerando pânico e indignação entre os presentes no momento do acontecido.

    Algumas testemunhas relataram que  homens estavam armados e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o caixão e, em seguida, incendiaram a urna funerária em forma de demonstração de força criminosa local.

    A Polícia Militar foi chamada e compareceu ao local e devem investigar o caso, apurando a motivação do crime, a identificação dos envolvidos e a possível conexão com conflitos entre facções criminosas na área.

    A populares de Coaraci ficaram profundamente comovidos e indignados com a crueldade do ato e a profanação de um local sagrado e respeitado pelas famílias. Os habitantes exigem mais segurança e outras medidas das autoridades para combater a violência na cidade.

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    Cemitérios do Brasil

    Família teve uma indenização decretada em R$90.000 por um sepultamento sem coveiro

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    Os próprios familiares cavaram a sepultura

    A Justiça de São Paulo condenou a Prefeitura de Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo, a pagar um total de R$ 90 mil de indenização por danos morais a uma família que precisou cavar uma cova para enterrar um parente devido à ausência de coveiro no cemitério municipal.

    O caso aconteceu em dezembro de 2023, e a sentença foi publicada neste mês. Cabe recurso.

    Na ação e diante da situação e do avançado estado de decomposição do corpo, os familiares tiveram que cavar a sepultura diante da falta de um profissional que pudesse realizar o serviço.

    Link do Processo nº 1000018-83.2024.8.26.0512
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    A falta de um profissional para proceder com a abertura do túmulo obrigou os parentes, em um momento de intensa tristeza e luto, a enfrentar uma situação humilhante, constrangedora e macabra. É inconcebível a angústia e o trauma psicológico de uma família que, no auge do luto, teve que abrir a sepultura com suas próprias mãos para enterrar seu ente querido”, enfatizou o juiz.
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    A soma total da indenização afixada e no valor de R$90.00, sendo R$ 30 mil para cada um dos três familiares diretamente envolvidos — a mãe, a irmã e o tio do falecido.

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