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E quando ocorrer um falecimento na família? O que fazer?

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Quando ocorre um falecimento onde buscar informações e como proceder?

Obito na Familia - O que fazer

É nesse momento que começa o trabalho do agente funerário, sempre prestando um atendimento humanizado e consciente. Ter a convicção de que o bom atendimento é pensar primeiro na dor da perda que aquele familiar esta passando. E deve vir atona todo o profissionalismo que esta função exige.

Para os profissionais do setor isso é bastante comum já que o trabalho do seu dia a dia é este, já para os familiares estas informações são muito valiosas, pois varias decisões tomadas nestes momentos não tem volta. Por isso a tomada de decisões devem partir do maior numero de familiares possíveis.

Primeiros passos

A ordem seguem as varias situações de como aconteceu o óbito. É por isso que buscamos esclarecer tudo para você, evitando maiores transtornos emocionais e oferendo as melhores opções para que seja prestada a devida homenagem ao ente querido.

As medidas que devem ser tomadas variam de acordo com o tipo de morte (natural ou violenta) e o local onde ocorreu, dentre outros detalhes.

A Declaração de Óbito
O primeiro documento a ser providenciado é uma declaração de óbito. Confira abaixo como obter a declaração nas principais situações.

Se o falecido possuía assistência médica ou estava no hospital a mais de 24 horas:
O documento será fornecido pelo médico que acompanhou o caso ou medico substituto.

Faleceu em casa ou em outro local sem assistência médica:
A família deverá entrar em contato com a policia civil ou militar e solicitar a remoção do corpo para o serviço de verificação de óbitos (SVO/IML).

Declaração de Obito

Se foi vitima de morte violenta: Nestes casos só quem pode assinar a declaração de óbito são os médicos do IML (Instituto Médico Legal) ou ITEP (Instituto Técnico Científico de Polícia)

Se for vitima do COVID-19 ou outro tipo de doença contagiosa

Primeiro passo é atentar para que muitos óbitos estão saindo sem causa definida do COVID-19. E sabemos que no hospital é o lugar mais propenso a contrair esse vírus como também outros. Por medida de precaução a saúde dos familiares,  a OMS e demais Órgãos de Saúde querem evitar a propagação desse e de outros vírus tomando medidas de contenção. (não se tem estudos que possam afirmar o quanto tempo uma pessoa morta possa ser um potencial transmissor) Por isso vale as mesmas recomendações que para os vivos somente para poder preservar a saúde dos demais. Hoje vale muito mais o bom senso que ter outras perdas por descuidos que poderiam ser evitados.

Qual a diferença entre declaração de óbito e certidão de óbito?
Ambos são erroneamente chamados de atestado de óbito, porém existem diferenças. A Declaração de Óbito é um documento fornecido pelo médico ou médico perito, atestando a causa da morte. Já a certidão de óbito é concedida exclusivamente pelo cartório após a família apresentar os documentos exigidos.

1 – O prazo limite para emissão da Certidão de Óbito é de 15 dias (podendo variar conforme a região.
2 – Somente poderá se dirigir ao cartório como declarante de óbito, familiares com vinculo direto ex: pai, mãe, filho ou filha ou cônjuge(casado legalmente) do falecido. Na falta de um desses familiares uma autorização judicial deve acompanhar o responsável pela declaração.

3 – O endereço do falecido poderá alterar o local do sepultamento, caso a família precise usar uma área publica para o sepultamento. Via de regra o serviço social vai considerar as confirmações do endereço da pessoa falecida.
4 – O título de eleitor do falecido vai ajudar na identificação, porem não é documento obrigatório para liberações mas deve ser o atualizado (não valendo o modelo antigo que apresente a fotografia do eleitor).

A QUESTÃO DO VELÓRIO

O velório é o período em que os familiares vão determinar para as despedidas. E podem ser em local publico como: igrejas, espaços públicos de convenções, residencias, salas de velórios, entre outras opções. O tempo de velório pode ser alterado conforme a condição física do corpo. Exemplo: Corpo encontrado a dias de falecido, nestes caso mesmo com um procedimento de tanatopraxia o tempo deve ser reduzido pois o corpo não tem condições físicas de velórios mais longos, existem outras condições que o agente funerário deve orientar cada caso. Algumas salas de velório já tem o serviço de velório online que fica uma câmera ligada e uma pessoa que esta muito distante consegue participar através de um acesso exclusivo desse momento.

A QUESTÃO DO VELÓRIO EM TEMPOS DE COVID-19

As medidas restritivas estão valendo para todo o Brasil, independente de costumes ou classes sociais. E antes de tudo é preciso ter a consciência de não agravar mais o que já esta sendo muito doloroso para os familiares. A informações técnicas do manejo de corpos falecidos estão disponíveis para download  nos botões abaixo.

Para Referências e arquivo original OMS

Clique no botão abaixo

[button color=”blue” size=”big” link=”https://todasfunerarias.com.br/wp-content/uploads/2020/03/OMS-COVID-19-2020-03-24.pdf” icon=”” target=”true”]Baixar Aqui[/button]

Manejo de corpos no contexto do novo coronavírus COVID-19 Ministerio da Saúde

Clique no botão abaixo

[button color=”green” size=”big” link=”https://todasfunerarias.com.br/wp-content/uploads/2020/03/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf” icon=”” target=”true”]Baixar Aqui[/button]

ALGUNS PROCEDIMENTO PARA SEPULTAMENTO

Verifique se o Jazigo (tumulo, campa) onde será realizado o sepultamento esta apto a ser usado em um novo sepultamento, existe um prozo minimo de 3 anos para que seja reutilizado o mesmo espaço. Para isso será feito um procedimento de exumação, que é a retirada dos restos mortais e coloca se em uma urna de plastico e mantem no mesmo local ou é colocado num ossário no mesmo cemitério ou levado para outro conforme o desejo dos familiares. A maioria dos cemitérios particulares cobram por taxas de serviços e isso deve ser verificado periodicamente para que não acumulem e quando for utilizar tenha que pagar todas de uma só vez.

Para os cemitérios públicos onde são sepultados as pessoas mais carentes deve se verificar quais os termos e  condições para o uso do espaço publico. Mas uma informação básica para todos esses usuários são as confirmações de endereço da pessoa falecida e condição sócio econômica dos familiares de primeiro grau.

Para sepultamento em caso de COVID-19. seguem as normativas dos Órgãos oficiais de saúde acima

INFORMAÇÕES SOBRE A CREMAÇÃO

Apesar de parecer uma prática moderna, a cremação é uma tradição de quase três mil anos. Cremação é o processo de incineração do corpo, juntamente com a urna, e um crescente número de famílias vem fazendo essa opção. Muitas pessoas registram em cartório, ainda em vida, uma Declaração de Vontade, optando pela cremação após a sua morte.

Se a pessoa não deixou a declaração, mas a família escolhe cremar o corpo, a autorização poderá ser assinada por um parente de primeiro grau, na ordem sucessória (cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos maiores de idade) com 2 (duas) testemunhas.

Lembramos que mesmo com a autorização da família, a Declaração de Óbito deverá ser assinada por 2 (dois) médicos.

A família pode optar por realizar ou não o velório antes, pois no crematório também será realizada uma cerimônia de despedida no salão ecumênico, na qual, dentro dos seus princípios e crenças, ela poderá escolher músicas para serem tocadas durante a cerimônia.

Caso a morte da pessoa tenha ocorrido por motivos violentos, a opção pela cremação deverá ser autorizada pela Justiça, uma vez que a cremação elimina todo o registro de DNA da pessoa

CONVERSE, TAMBÉM, SOBRE A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Caso a pessoa, por vontade expressa em vida, doar seus órgãos ou se após a sua morte, a doação for autorizada por seus familiares e/ou responsáveis, o familiar que for à agência funerária apresentará o documento de doação.

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    Como é!

    Frases e mensagens em velório

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    As palavras ou atitudes são de um valor imenso quando usamos de forma correta

    Nos momentos como a perda de uma pessoa muito querida, costumam nos deixar sem palavras para expressar a dor e a solidariedade as famílias durante as cerimônias. Se você souber usar as palavras certas poderá ajudar a transmitir o carinho aos familiares e amigos da pessoa que se foi.

    Sem querer inovar e correr o risco de passar vergonha ou magoar as pessoas nesse momento, segue uma lista básica de atitudes ou palavras para te ajudar a se expressar de maneira respeitosa durante o momento triste do funeral:

    1. “Meus pêsames”.

    Clássica, a mensagem demonstra os sentimentos de respeito e carinho de forma sucinta, ideal para o ambiente fúnebre. Geralmente, os familiares costumam se manter ocupados durante as cerimônia: dessa forma, você transmite os seus sentimentos sem ‘alugá-los’ por muito tempo.

    2. “Eu sinto muito”.

    A máxima “menos é mais” se faz ainda mais válida em momentos tristes. Essa frase, seguida de um abraço sincero, mostra que você se importa verdadeiramente com aqueles que perderam um ente querido.

    3. “Meus sentimentos”.

    Quem sofre uma perda costuma passar por momentos de tristeza e fragilidade. Nessa hora, o apoio dos amigos e familiares é essencial; por isso, a demonstração dos sentimentos costuma ser válida e eficaz para o momento.

     4. “Pode contar comigo”.

    Despedidas costumam ser rodeadas de ações, muitas vezes delicadas, que devem ser tomadas pelos familiares. Tais preocupações, como doações de bens e roupas, além da escolha de flores, entre outras, podem ser ainda mais difíceis durante os momentos de dor e luto. Poder contar com os amigos nessa fase pode fazer toda a diferença! Auxilie naquilo que for possível sempre com muita descrição.

    5.  Fique em silêncio ao lado dos familiares.

    A atitude: permanecer em silêncio ao lado de alguém que sofreu uma perda reforça o seu respeito e consideração. “As palavras são de prata, o silêncio é de ouro”, já dizia o ditado.

    5.  Abrace a pessoa.

    Abrace com muito carinho a pessoa e se a voz ficar embargada não diga nada. Essa atitude diz muito mais que palavras. Para evitar situações embaraçosas, um simples abraço já é o suficiente.

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      Como é!

      Como se faz para embalsamar um corpo?

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      Os egípcios acreditavam que após a morte precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso os embalsamava

      A tecnica de Embalsamar acredita-se que exixta desde 3300 a.C. — quando a primeira múmia chamada “Ginger” foi descoberta.

      Embora ela seja muito conhecida pelas múmias egípcias, continua tendo aplicação prática até os dias atuais. O embalsamamento possui a função de preservar os corpos para os velórios, transporte aéreos e até casos especiais de políticos e celebridades. Apesar de ser algo tão comum (e antigo), nem todo mundo sabe como esse processo funciona e nem as contribuições que ele já trouxe para a medicina moderna.

      Como se embalsama um corpo?

      Antigamente, era normal realizar a retirada de todos os órgãos — com exceção do coração — no embalsamamento e, então, usar uma espécie de natrão em todo o corpo. O procedimento era feito assim porque os antigos egípcios acreditavam que, mesmo após a morte, nós precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso, a matéria deveria ser preservada.

      Tecnica Egípicia

      O preparo exigia muitas etapas, a técnica para conservação começava com a retirada do cérebro e vísceras, em seguida o corpo era levado para uma pré-secagem. Em seguida partia-se para a desidratação do cadáver que durava cerca de 70 dias, onde sais de natrão eram aplicados para garantir que toda a água presente fosse retirada. Por último, colocava-se a máscara mortuária, que preservava a identidade do morto, e as faixas e cordas, características das múmias egípcias.

      Natrão: mineral constituído de carbonato de sódio hidratado (Na2CO3.10H2O); natro, nátrum no qual as múmias ficavam imersas durante 40 dias para desidratação das células e combate às bactérias.

      Hoje, o embalsamamento é bastante diferente do que os antigos egípcios realizavam nas múmias. Depois de tantos anos, é claro que a intenção por trás da técnica de embalsamar o corpo mudou — bem como os métodos usados que ficaram mais evoluídos. Mas ela continua relevante, já que ainda precisamos de um corpo intacto para velarmos a morte de um ente querido ou para transportar esse corpo de um país para outro de avião, por exemplo.

      A técnica atualmente utilizada — Tanatopraxia

      Atualmente a técnica não busca preservar toda a matéria, mas deixá-la o mais próxima possível de como o falecido era em vida. Para isso, o sangue é retirado por meio de uma bomba aspiradora e, no lugar, é injetada um fluido arterial a base de água e formaldeído, que ajuda a preservar os órgãos e a matar as possíveis bactérias. Dessa forma, o corpo é preservado e evita-se o mau cheiro. Na região abdominal é inserido outro tipo de fluido cavitario.

      Mas não é só isso: antes, o profissional responsável deve massagear todo o corpo, retirando o rigor mortis — os músculos enrijecidos após a morte. Depois da aplicação da solução, é preciso ainda maquiar o falecido e corrigir possíveis falhas. Como nos casos daqueles que morreram de morte violenta e possuem marcas de tiros ou outras questões que podem chocar os familiares.

      De qualquer modo, o embalsamamento é indicado para ser feito, preferencialmente, durante as primeiras 12 horas após o falecimento. E passadas esse periodo, o sangue coagula e fica problemático injetar o líquido conservantes que precisa penetrar nas artérias

      Esse foi o motivo, por exemplo, para que o corpo do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez não fosse embalsamado — como desejava Nicolás Maduro. O período da sua morte até a decisão foi muito longo e o corpo já não apresentava condições para a técnica.

      Qual é a importância da técnica de embalsamar corpo?

      Embalsamar corpo pode parecer algo simples e, em algumas situações, até sem importância. Mas esta técnica contribuiu para avanços significativos na nossa medicina moderna. Lênin, fundador da antiga União Soviética, é um dos corpos embalsamados mais famosos do mundo já que, mesmo após quase 9 décadas do seu falecimento, ele ainda continua preservado e exposto no Mausoléu Lênin, em Moscou.

      Como isso é possível?

      Graças a inúmeros avanços feitos pelos tanatopraxistas russos!

      Anualmente, eles repetem o embalsamento e ainda buscam maneiras de reconstituir o corpo do ex-líder soviético. Eles refazem as suas sobrancelhas e outras partes do corpo que, com o tempo, já se deterioraram.

      Como isso se relaciona com a medicina moderna?

      Graças à necessidade de manter o corpo de Lênin intacto, esses profissionais realizaram vários avanços. São exemplos: o desenvolvimento de um equipamento especial capaz de manter a circulação sanguínea pelos rins do doador durante um procedimento de transplante; e também um teste não invasivo de três gotas na pele para se medir a taxa de colesterol.

      Curiosidade sobre embalsamados

      O governo da Rússia divulgou nesta quarta-feira os custos de manutenção do corpo embalsamado de Vladimir Lenin, exposto em um mausoléu nos arredores da Praça Vermelha, em Moscou, desde a morte dele, em 1924.

      Segundo um relatório da procuradoria do estado do país, o corpo de Lenin gera despesas de US$ 200 mil (R$ 695,2 mil) por ano aos contribuintes russos.

      Numa pesquisa publica sobre se a população concorda com isso ou preferem que o corpo dele seja sepultado a sua maioria apontou que sim. O melhor seria sepultar. Lembrando que o próprio líder comunista estipulou em seu testamento que gostaria de ser sepultado tradicionalmente.

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        Como é!

        Como é a cremação de corpos

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        A cremação ainda é um tabu para muitos, principalmente por motivo cultural e religioso. 

        A cremação é uma tendência mundial que vem crescendo cada vez mais e vários crematórios no Brasil que já disponibiliza esta opção de cerimônia de despedida, que possuem, sala de cerimônias e sala de estar. Para o momento da despedida há normalmente uma cerimônia exclusiva que conta com projeção de imagens, iluminação especial e em algumas unidades a chuva de pétalas.

        Ao decidir pela cremação, muitos ficam em dúvida sobre o que fazer com as cinzas, no entanto para isso já existem diversas opções, como lançar as cinzas ao mar, guardar em uma urna no columbário, ou plantar uma árvore com as cinzas, com o nome de Árvore da Vida. Para cada uma destas opções existe um tipo de urna adequado, as biodegradáveis são recomendadas para colocar na água ou para o plantio, as de bronze, por sua vez, são boas opções para quem deseja guardar em casa ou no columbário.

        Como é

        Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. “No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais”, afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo. Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. “Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma”, diz o perito criminal Ugo Frugoli.

        Motivos religiosos

        No mundo ocidental, por volta do século 10 a.C., os gregos já queimavam em fogo aberto corpos de soldados mortos na guerra e enviavam as cinza para sua terra natal. Apesar desse histórico, a cremação foi considerada ilegal em várias épocas, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas – segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas. No Brasil, a cremação é regulada pela Constituição. Quem quiser ter o cadáver reduzido a pó precisa deixar essa vontade devidamente registrada, com documento assinado por testemunhas e reconhecido em cartório.

        Como acontece a cremação e as cinzas

        crematorio1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste — é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras

        2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos

        3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão — apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir

        4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro

        5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó.

        Outras matérias sobre cremação Clique Aqui

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