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E quando ocorrer um falecimento na família? O que fazer?

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Quando ocorre um falecimento onde buscar informações e como proceder?

Obito na Familia - O que fazer

É nesse momento que começa o trabalho do agente funerário, sempre prestando um atendimento humanizado e consciente. Ter a convicção de que o bom atendimento é pensar primeiro na dor da perda que aquele familiar esta passando. E deve vir atona todo o profissionalismo que esta função exige.

Para os profissionais do setor isso é bastante comum já que o trabalho do seu dia a dia é este, já para os familiares estas informações são muito valiosas, pois varias decisões tomadas nestes momentos não tem volta. Por isso a tomada de decisões devem partir do maior numero de familiares possíveis.

Primeiros passos

A ordem seguem as varias situações de como aconteceu o óbito. É por isso que buscamos esclarecer tudo para você, evitando maiores transtornos emocionais e oferendo as melhores opções para que seja prestada a devida homenagem ao ente querido.

As medidas que devem ser tomadas variam de acordo com o tipo de morte (natural ou violenta) e o local onde ocorreu, dentre outros detalhes.

A Declaração de Óbito
O primeiro documento a ser providenciado é uma declaração de óbito. Confira abaixo como obter a declaração nas principais situações.

Se o falecido possuía assistência médica ou estava no hospital a mais de 24 horas:
O documento será fornecido pelo médico que acompanhou o caso ou medico substituto.

Faleceu em casa ou em outro local sem assistência médica:
A família deverá entrar em contato com a policia civil ou militar e solicitar a remoção do corpo para o serviço de verificação de óbitos (SVO/IML).

Declaração de Obito

Se foi vitima de morte violenta: Nestes casos só quem pode assinar a declaração de óbito são os médicos do IML (Instituto Médico Legal) ou ITEP (Instituto Técnico Científico de Polícia)

Se for vitima do COVID-19 ou outro tipo de doença contagiosa

Primeiro passo é atentar para que muitos óbitos estão saindo sem causa definida do COVID-19. E sabemos que no hospital é o lugar mais propenso a contrair esse vírus como também outros. Por medida de precaução a saúde dos familiares,  a OMS e demais Órgãos de Saúde querem evitar a propagação desse e de outros vírus tomando medidas de contenção. (não se tem estudos que possam afirmar o quanto tempo uma pessoa morta possa ser um potencial transmissor) Por isso vale as mesmas recomendações que para os vivos somente para poder preservar a saúde dos demais. Hoje vale muito mais o bom senso que ter outras perdas por descuidos que poderiam ser evitados.

Qual a diferença entre declaração de óbito e certidão de óbito?
Ambos são erroneamente chamados de atestado de óbito, porém existem diferenças. A Declaração de Óbito é um documento fornecido pelo médico ou médico perito, atestando a causa da morte. Já a certidão de óbito é concedida exclusivamente pelo cartório após a família apresentar os documentos exigidos.

1 – O prazo limite para emissão da Certidão de Óbito é de 15 dias (podendo variar conforme a região.
2 – Somente poderá se dirigir ao cartório como declarante de óbito, familiares com vinculo direto ex: pai, mãe, filho ou filha ou cônjuge(casado legalmente) do falecido. Na falta de um desses familiares uma autorização judicial deve acompanhar o responsável pela declaração.

3 – O endereço do falecido poderá alterar o local do sepultamento, caso a família precise usar uma área publica para o sepultamento. Via de regra o serviço social vai considerar as confirmações do endereço da pessoa falecida.
4 – O título de eleitor do falecido vai ajudar na identificação, porem não é documento obrigatório para liberações mas deve ser o atualizado (não valendo o modelo antigo que apresente a fotografia do eleitor).

A QUESTÃO DO VELÓRIO

O velório é o período em que os familiares vão determinar para as despedidas. E podem ser em local publico como: igrejas, espaços públicos de convenções, residencias, salas de velórios, entre outras opções. O tempo de velório pode ser alterado conforme a condição física do corpo. Exemplo: Corpo encontrado a dias de falecido, nestes caso mesmo com um procedimento de tanatopraxia o tempo deve ser reduzido pois o corpo não tem condições físicas de velórios mais longos, existem outras condições que o agente funerário deve orientar cada caso. Algumas salas de velório já tem o serviço de velório online que fica uma câmera ligada e uma pessoa que esta muito distante consegue participar através de um acesso exclusivo desse momento.

A QUESTÃO DO VELÓRIO EM TEMPOS DE COVID-19

As medidas restritivas estão valendo para todo o Brasil, independente de costumes ou classes sociais. E antes de tudo é preciso ter a consciência de não agravar mais o que já esta sendo muito doloroso para os familiares. A informações técnicas do manejo de corpos falecidos estão disponíveis para download  nos botões abaixo.

Para Referências e arquivo original OMS

Clique no botão abaixo

[button color=”blue” size=”big” link=”https://todasfunerarias.com.br/wp-content/uploads/2020/03/OMS-COVID-19-2020-03-24.pdf” icon=”” target=”true”]Baixar Aqui[/button]

Manejo de corpos no contexto do novo coronavírus COVID-19 Ministerio da Saúde

Clique no botão abaixo

[button color=”green” size=”big” link=”https://todasfunerarias.com.br/wp-content/uploads/2020/03/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf” icon=”” target=”true”]Baixar Aqui[/button]

ALGUNS PROCEDIMENTO PARA SEPULTAMENTO

Verifique se o Jazigo (tumulo, campa) onde será realizado o sepultamento esta apto a ser usado em um novo sepultamento, existe um prozo minimo de 3 anos para que seja reutilizado o mesmo espaço. Para isso será feito um procedimento de exumação, que é a retirada dos restos mortais e coloca se em uma urna de plastico e mantem no mesmo local ou é colocado num ossário no mesmo cemitério ou levado para outro conforme o desejo dos familiares. A maioria dos cemitérios particulares cobram por taxas de serviços e isso deve ser verificado periodicamente para que não acumulem e quando for utilizar tenha que pagar todas de uma só vez.

Para os cemitérios públicos onde são sepultados as pessoas mais carentes deve se verificar quais os termos e  condições para o uso do espaço publico. Mas uma informação básica para todos esses usuários são as confirmações de endereço da pessoa falecida e condição sócio econômica dos familiares de primeiro grau.

Para sepultamento em caso de COVID-19. seguem as normativas dos Órgãos oficiais de saúde acima

INFORMAÇÕES SOBRE A CREMAÇÃO

Apesar de parecer uma prática moderna, a cremação é uma tradição de quase três mil anos. Cremação é o processo de incineração do corpo, juntamente com a urna, e um crescente número de famílias vem fazendo essa opção. Muitas pessoas registram em cartório, ainda em vida, uma Declaração de Vontade, optando pela cremação após a sua morte.

Se a pessoa não deixou a declaração, mas a família escolhe cremar o corpo, a autorização poderá ser assinada por um parente de primeiro grau, na ordem sucessória (cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos maiores de idade) com 2 (duas) testemunhas.

Lembramos que mesmo com a autorização da família, a Declaração de Óbito deverá ser assinada por 2 (dois) médicos.

A família pode optar por realizar ou não o velório antes, pois no crematório também será realizada uma cerimônia de despedida no salão ecumênico, na qual, dentro dos seus princípios e crenças, ela poderá escolher músicas para serem tocadas durante a cerimônia.

Caso a morte da pessoa tenha ocorrido por motivos violentos, a opção pela cremação deverá ser autorizada pela Justiça, uma vez que a cremação elimina todo o registro de DNA da pessoa

CONVERSE, TAMBÉM, SOBRE A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Caso a pessoa, por vontade expressa em vida, doar seus órgãos ou se após a sua morte, a doação for autorizada por seus familiares e/ou responsáveis, o familiar que for à agência funerária apresentará o documento de doação.

mazinha

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    Como se faz para embalsamar um corpo?

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    Os egípcios acreditavam que após a morte precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso os embalsamava

    A tecnica de Embalsamar acredita-se que exixta desde 3300 a.C. — quando a primeira múmia chamada “Ginger” foi descoberta.

    Embora ela seja muito conhecida pelas múmias egípcias, continua tendo aplicação prática até os dias atuais. O embalsamamento possui a função de preservar os corpos para os velórios, transporte aéreos e até casos especiais de políticos e celebridades. Apesar de ser algo tão comum (e antigo), nem todo mundo sabe como esse processo funciona e nem as contribuições que ele já trouxe para a medicina moderna.

    Como se embalsama um corpo?

    Antigamente, era normal realizar a retirada de todos os órgãos — com exceção do coração — no embalsamamento e, então, usar uma espécie de natrão em todo o corpo. O procedimento era feito assim porque os antigos egípcios acreditavam que, mesmo após a morte, nós precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso, a matéria deveria ser preservada.

    Tecnica Egípicia

    O preparo exigia muitas etapas, a técnica para conservação começava com a retirada do cérebro e vísceras, em seguida o corpo era levado para uma pré-secagem. Em seguida partia-se para a desidratação do cadáver que durava cerca de 70 dias, onde sais de natrão eram aplicados para garantir que toda a água presente fosse retirada. Por último, colocava-se a máscara mortuária, que preservava a identidade do morto, e as faixas e cordas, características das múmias egípcias.

    Natrão: mineral constituído de carbonato de sódio hidratado (Na2CO3.10H2O); natro, nátrum no qual as múmias ficavam imersas durante 40 dias para desidratação das células e combate às bactérias.

    Hoje, o embalsamamento é bastante diferente do que os antigos egípcios realizavam nas múmias. Depois de tantos anos, é claro que a intenção por trás da técnica de embalsamar o corpo mudou — bem como os métodos usados que ficaram mais evoluídos. Mas ela continua relevante, já que ainda precisamos de um corpo intacto para velarmos a morte de um ente querido ou para transportar esse corpo de um país para outro de avião, por exemplo.

    A técnica atualmente utilizada — Tanatopraxia

    Atualmente a técnica não busca preservar toda a matéria, mas deixá-la o mais próxima possível de como o falecido era em vida. Para isso, o sangue é retirado por meio de uma bomba aspiradora e, no lugar, é injetada um fluido arterial a base de água e formaldeído, que ajuda a preservar os órgãos e a matar as possíveis bactérias. Dessa forma, o corpo é preservado e evita-se o mau cheiro. Na região abdominal é inserido outro tipo de fluido cavitario.

    Mas não é só isso: antes, o profissional responsável deve massagear todo o corpo, retirando o rigor mortis — os músculos enrijecidos após a morte. Depois da aplicação da solução, é preciso ainda maquiar o falecido e corrigir possíveis falhas. Como nos casos daqueles que morreram de morte violenta e possuem marcas de tiros ou outras questões que podem chocar os familiares.

    De qualquer modo, o embalsamamento é indicado para ser feito, preferencialmente, durante as primeiras 12 horas após o falecimento. E passadas esse periodo, o sangue coagula e fica problemático injetar o líquido conservantes que precisa penetrar nas artérias

    Esse foi o motivo, por exemplo, para que o corpo do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez não fosse embalsamado — como desejava Nicolás Maduro. O período da sua morte até a decisão foi muito longo e o corpo já não apresentava condições para a técnica.

    Qual é a importância da técnica de embalsamar corpo?

    Embalsamar corpo pode parecer algo simples e, em algumas situações, até sem importância. Mas esta técnica contribuiu para avanços significativos na nossa medicina moderna. Lênin, fundador da antiga União Soviética, é um dos corpos embalsamados mais famosos do mundo já que, mesmo após quase 9 décadas do seu falecimento, ele ainda continua preservado e exposto no Mausoléu Lênin, em Moscou.

    Como isso é possível?

    Graças a inúmeros avanços feitos pelos tanatopraxistas russos!

    Anualmente, eles repetem o embalsamento e ainda buscam maneiras de reconstituir o corpo do ex-líder soviético. Eles refazem as suas sobrancelhas e outras partes do corpo que, com o tempo, já se deterioraram.

    Como isso se relaciona com a medicina moderna?

    Graças à necessidade de manter o corpo de Lênin intacto, esses profissionais realizaram vários avanços. São exemplos: o desenvolvimento de um equipamento especial capaz de manter a circulação sanguínea pelos rins do doador durante um procedimento de transplante; e também um teste não invasivo de três gotas na pele para se medir a taxa de colesterol.

    Curiosidade sobre embalsamados

    O governo da Rússia divulgou nesta quarta-feira os custos de manutenção do corpo embalsamado de Vladimir Lenin, exposto em um mausoléu nos arredores da Praça Vermelha, em Moscou, desde a morte dele, em 1924.

    Segundo um relatório da procuradoria do estado do país, o corpo de Lenin gera despesas de US$ 200 mil (R$ 695,2 mil) por ano aos contribuintes russos.

    Numa pesquisa publica sobre se a população concorda com isso ou preferem que o corpo dele seja sepultado a sua maioria apontou que sim. O melhor seria sepultar. Lembrando que o próprio líder comunista estipulou em seu testamento que gostaria de ser sepultado tradicionalmente.

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      Como é a cremação de corpos

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      A cremação ainda é um tabu para muitos, principalmente por motivo cultural e religioso. 

      A cremação é uma tendência mundial que vem crescendo cada vez mais e vários crematórios no Brasil que já disponibiliza esta opção de cerimônia de despedida, que possuem, sala de cerimônias e sala de estar. Para o momento da despedida há normalmente uma cerimônia exclusiva que conta com projeção de imagens, iluminação especial e em algumas unidades a chuva de pétalas.

      Ao decidir pela cremação, muitos ficam em dúvida sobre o que fazer com as cinzas, no entanto para isso já existem diversas opções, como lançar as cinzas ao mar, guardar em uma urna no columbário, ou plantar uma árvore com as cinzas, com o nome de Árvore da Vida. Para cada uma destas opções existe um tipo de urna adequado, as biodegradáveis são recomendadas para colocar na água ou para o plantio, as de bronze, por sua vez, são boas opções para quem deseja guardar em casa ou no columbário.

      Como é

      Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. “No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais”, afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo. Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. “Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma”, diz o perito criminal Ugo Frugoli.

      Motivos religiosos

      No mundo ocidental, por volta do século 10 a.C., os gregos já queimavam em fogo aberto corpos de soldados mortos na guerra e enviavam as cinza para sua terra natal. Apesar desse histórico, a cremação foi considerada ilegal em várias épocas, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas – segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas. No Brasil, a cremação é regulada pela Constituição. Quem quiser ter o cadáver reduzido a pó precisa deixar essa vontade devidamente registrada, com documento assinado por testemunhas e reconhecido em cartório.

      Como acontece a cremação e as cinzas

      crematorio1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste — é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras

      2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos

      3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão — apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir

      4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro

      5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó.

      Outras matérias sobre cremação Clique Aqui

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        Como são os Costumes Japonêses em Velório, Cremação e Enterro

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        Cemiterio Japones

        A cultura oriental nos momentos da última despedida do seu ente querido

        Quando possível, os japoneses trazem a pessoa que faleceu para passar uma última noite em sua própria casa, para “descansar em seu próprio futon um última vez”. Pacotes de gelo são colocados ao redor do corpo sob um lençol branco, e cobre-se o corpo com o futon, como se a pessoa estivesse adormecida. O rosto é coberto com um lenço branco. Familiares e amigos – inclusive crianças de todas as idades – vêm prestar uma última visita e despedir-se da pessoa falecida.

        É comum as pessoas sentarem-se ao lado – até mesmo na cama do falecido – e conversar e tocar no rosto da pessoa que morreu como se ela ainda estivesse viva.

        Na manhã seguinte o corpo é levado em lenta procissão ao local onde os serviços de preparo do corpo serão feitos, caso não sejam feitos na própria residência. Dependendo da preferência da família, pode ser um templo ou uma casa funerária. Algumas cidades no Japão chegam a ter casas funerárias sofisticadas, que oferecem até comodidades como hospedagem, alimentação e serviços de cremação no mesmo local.

        Mofuku

        Mofuku roupa de funeralNo Japão a maioria das pessoas se veste de preto para ir a velórios. Os homens usam ternos, sapatos e gravata preta com camisa branca. Mulheres optam por vestidos pretos sem decotes pronunciados e com mangas, sapatos e bolsa pretas. Em termos de jóias ou bijuterias, usa-se no máximo um colar simples de pérolas e brincos pequenos (solitários) de pérola. Elas também podem usar um mofuku (roupa de funeral), quimono formal de seda lisa preta, com obi (faixa larga) preta. Estudantes vão com o uniforme da escola.
        As pessoas que comparecem ao velório deixam presentes em dinheiro (kõden) que serão entregues à família em envelopes especiais impressos em tons sóbrios e decorados com fitas rígidas pretas e brancas.

        Kõden

        Envelope kodenEsses envelopes são encontrados em papelarias e lojas de conveniência, e os valores doados variam de acordo com o grau de relacionamento que se tinha com a pessoa que faleceu. No envelope deve constar o nome da pessoa que está fazendo a doação, para que a família depois providencie agradecimentos. O kõden é uma doação que as pessoas fazem para ajudar a família com as altas despesas de um funeral. Evita-se dar somas com o número 4, ou quatro cédulas de dinheiro (o número 4 em japonês tem o mesmo som da palavra “morte”, e isso é considerado uma gafe).

        O monge ou monja recita sutras diante do caixão e imediatamente um por um os membros da família e amigos prestam suas últimas homenagens ao morto. A forma do ritual varia um pouco de acordo com a seita e hábitos locais, mas via de regra cada pessoa pega uma vareta de incenso, acende-a numa vela e a coloca em pé numa tigela com areia e cinzas, enchendo primeiro a parte trás da tigela (se colocar o incenso no meio ou à frente as pessoas que vierem depois podem se queimar ao depositar o incenso). Em alguns locais o incenso já vem picado numa tigela, e pega-se um pequeno punhado com as pontas dos dedos da mão direita, leva-se o punhadinho à testa e joga-se numa outra tigela ao lado, que tem um montinho de incenso previamente aceso. Então faz-se uma oração rápida (“namu amida butsu”, ou “nam myoho renge kyo” – varia conforme a seita) e cumprimenta-se o corpo ou a foto do falecido curvando-se. Os primeiros a fazer isso são os familiares da pessoa falecida, seguidos por parentes e por amigos. Os familiares sentam-se na primeira fila diante do altar, e após se curvar diante do falecido ou da foto, as demais pessoas curvam-se diante dos familiares e retornam a seus lugares.

        A vigília na noite que antecede uma cremação ou enterro costuma ser uma reunião informal com conversas sóbrias e discretas, servindo-se alimentos leves e chá (no Japão é usual servir até cerveja e saquê, mas no Brasil e nos EUA não se servem bebidas alcóolicas ou fermentadas nos velórios). Durante o velório familiares e amigos podem vestir-se com roupas mais confortáveis, mas ao amanhecer as pessoas se trocam e vestem preto formal (no Brasil tal regra não é seguida à risca – há famílias que o fazem e outras não). O monge repete o ritual do dia anterior acompanhado pelos presentes.

        Ritual kotsuage

        Kotsuage, o ritual funerário japonês que usa hashi para pegar ossos

        kotsuage é um ritual muito importante quando uma pessoa morre. É uma das maneiras da família se reunir, se despedir e cultuar a memória de um ente querido.

        Entretanto, esse ritual pode causar alguma confusão para quem não o conhece. Nele são usados hashi, os palitos usados pelos japoneses para se alimentar, mas são de outro estilo.

        Os integrantes do ritual passam ossos pelos hashi para homenagear o ente que partiu. Conheça mais aqui sobre como funciona essa cerimônia e entenda o por que de passar a comida entre os hashi pode ser um ato ofensivo para os japoneses.

        Entre as etapas do ritual funerário no Japão, estão a cremação e a deixada das cinzas na sepultura da família.

        Na etapa da cremação, o caixão é colocado em uma grande bandeja e se dá início ao processo. Esse processo pode levar umas duas horas, a depender do tamanho do corpo.

        Posteriormente é que se se tem o início do processo conhecido como kotsuage. Os parentes da pessoa que morreu pegam os ossos que estão em meio as cinzas. Assim, dois parentes seguram um mesmo osso e o colocam em uma urna.

        Dessa maneira, esse é o único momento em que você saberá sobre dois japoneses segurando um mesmo objeto com o hashi.

        Existe também uma ordem que existe para a retirada desses ossos. Assim, os primeiros são os dos pés. Depois, vai subindo até chegar aos ossos da cabeça.

        Quando o ritual termina, as janelas da parte superior do caixão são abertas para a despedida final – nesta ocasião é comum familiares flores e arrumá-las dentro do caixão com o corpo. Dependendo dos costumes da seita ou da região, além de simplesmente fechar o caixão com as travas próprias, a tampa é fechada com grandes pregos. Em seguida o caixão é levado a um crematório acompanhado pela família e amigos, onde será feita uma rápida cerimônia. O acionamento da fornalha é feito por um membro da família, ou pode, a pedido da família ser feito por um funcionário do crematório. Enquanto a cremação é processada, a família se reúne para um almoço.

        Após algumas horas, a família se reúne noutra sala para onde uma grande bandeja de metal com as cinzas e partes de ossos do falecido ainda quentes é trazida. Usando um par especial de hashis (palitos de madeira – neste caso um é de bambú e outro de salgueiro, representando a ponte que faz a passagem da pessoa de um mundo para outro), eles irão procurar um certo osso do pescoço que aparenta ter a imagem de um Buda sentado. Depois disso todos os familiares, um por um – incluindo as crianças – pegam esses hashis fúnebres e transferem partes dos ossos para um vaso. É comum nessa ocasião as pessoas pegarem punhados das cinzas e ossos, que posteriormente serão depositadas em pequenos vasos e deixadas no oratório doméstico para que parte do ente querido permaneça com eles. A maior parte dos ossos e cinzas é colocada no vaso/urna cinerária, que depois é colocada numa caixa de papel branco ou bege e entregue à família. Mas tudo isso é só o início de uma série de rituais que durarão décadas.

        Butsudan

        ButsudanEm casa, a família deixará a urna cinerária no butsudan (altar doméstico budista) até providenciar a transferência definitiva da urna para o túmulo familiar num cemitério. No Budismo após o falecimento a pessoa deixa de ter o nome que usava em vida e recebe um nome póstumo, pelo qual passará a ser chamada no outro mundo. Esse nome é escrito num ihai, uma plaqueta de madeira que representa a alma da pessoa falecida. Quando a urna cinerária vai para o túmulo, o ihai e uma foto da pessoa permanecem no butsudan. Todos os dias ao acordar, os familiares dirigem-se ao butsudan para orar pelos mortos. Ao visitar uma família budista, é educado após cumprimentar as pessoas também dirigir-se ao butsudan e fazer uma reverência aos que já partiram. É assim que começa o culto aos antepassados no ambiente doméstico.

        No Brasil nem todas as famílias japonesas seguem os ritos funerários japoneses. Boa parte dos descendentes nascida no Brasil deixou de praticar o Budismo e passaram a seguir outras religiões. Além disso, poucas cidades têm serviços de cremação e há uma burocracia que deve ser atendida para que se possa proceder à cremação. Como muitas vezes a pessoa que falece desconhece tais exigências e não deixa uma disposição de última vontade registrada em cartório para viabilizar sua cremação, acaba-se enterrando o morto mesmo quando ele deixa reservado um cinerário num templo. Quando a pessoa deseja ser cremada seguindo os rituais budistas, é prudente verificar antes no crematório municipal qual a documentação necessária para que familiares ou amigos possam providenciar adequadamente a cremação e a transferência das cinzas para um cinerário.

        Fonte: Cultura Japonesa

        Autora: Cristiane A. Sato

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