Empresa de funerais faz uso de morto em suas peças publicitarias
Imagem de ilustração produzida por inteligência artificial
O plano de assistência funeral Reviver utilizou a foto de um falecido como “garoto propaganda” em seus panfletos promocionais para vender gavetas, cremação e outros serviços nos cemitérios. Em consequência, a justiça mandou a funerária indenizar em R$ 10 mil à família de João Paulo Nascimento pelo uso indevido da foto e, óbvio, sem a autorização do falecido.
Foi por acaso que a família descobriu os panfletos promocionais. Interessado em adquirir os serviços da funerária, um amigo da família recebeu o panfleto com a foto do rapaz que a família tinha colocado para sua identificação da sua sepultura no Cemitério de Guaratiba RJ. Indagado, o funcionário da Reviver informou que aquele era o “garoto propaganda” da empresa.
A 10ª Câmara de Direito Privado fixou o valor da indenização e rejeitou o recurso da empresa de que alegou ter recolhido todos os panfletos.
Em outra situação
Já em outra ação na justiça, a mesma empresa Reviver também vai indenizar Eliane Amorim Tuzzato em R$ 10 mil. Eliane foi impedida de sepultar um parente devido à superlotação do jazigo perpétuo da família, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Onze urnas clandestinas ocupavam todo o espaço do jazigo.
A 5ª Câmara de Direito Privado rejeitou recurso da concessionária, alegando que as urnas foram sepultadas na administração anterior do cemitério. Os desembargadores entenderam que, ao assumir a administração, a Reviver deveria zelar e fiscalizar o cemitério.