A aquamação, a cremação por água que pode ser uma nova opção de cremação ecológica
A morte, embora seja a única certeza biológica, está passando por uma modernização tecnológica sem precedentes. No centro desta mudança está a aquamação (tecnicamente conhecida como hidrólise alcalina), um método que acaba de ser oficialmente autorizado na Escócia, tornando o país o pioneiro no Reino Unido a oferecer essa “alternativa verde” à cremação.
Nesse caso o corpo é dissolvido na agua, restando apenas os ossos, que após o processo são secos e triturados até virarem pó. O pó é depositado em uma urna e os familiares podem guardá-lo ou espalhá-lo, da mesma forma que se faz com as cinzas da cremação por fogo.
A Escócia tornou-se a primeira nação do Reino Unido a autorizar a hidrólise alcalina que utiliza água e calor para oferecer uma despedida com impacto menor em ate 90% de carbono se comparado com a cremação por fogo.
A cremação por água já está disponível em diversas partes do mundo, mas na Escócia representa uma forte mudança em sua legislação funerária desde a introdução da cremação tradicional no ano de 1902.
Outros nomes que é conhecido o procedimento
Hidrólise alcalina,
Aquamação,
Cremação líquida
Bio-cremação
Cremação ecológica
Cremação verde
Redução significativa
Redução de emissões: o processo consome cerca de 10% da energia exigida por um forno crematório tradicional e não emite mercúrio ou gases tóxicos na atmosfera.
Processo bioquímico: utiliza uma solução de 95% de água e 5% de hidróxido de potássio, aquecida sob pressão, para reduzir o corpo aos seus componentes minerais básicos.
Cinzas mais brancas: ao final do ciclo, restam apenas os ossos (fosfato de cálcio), que são processados em um pó fino e branco, entregue à família de forma similar às cinzas de fogo.
Segurança sanitária: o líquido resultante é estéril, livre de DNA ou patógenos, podendo ser tratado e devolvido ao ciclo da água de forma segura.