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Ex Combatentes tem Túmulos com QR Codes – Itapetininga SP

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Após sete meses alunos da Fatec Itapetininga – SP concluem a instalação dos QR Codes nos túmulos dos ex-combatentes.

QR-CODE-no-cemiterio

Alunos da Faculdade de Tecnologia Fatec em Itapetininga-SP instalaram “QR Codes” em túmulos dos ex-combatentes que estão enterrados no cemitério da cidade.
Com qualquer aplicativo de celular que lê o código de barras, os visitantes do cemitério podem ver fotos e a biografia dos personagens que lutaram na Segunda Guerra Mundial e na Revolução de 1924, 1930 e 1932..

O objetivo é tornar a história desses personagens mais interessantes com tecnologia acessível onde quase todo mundo tem Smartphone atualmente e muitos têm leitor de QR Code.

Para o próximo dia de Finados, na próxima segunda-feira (2), os estudantes também irão oferecer cartilha aos visitantes com o trajeto para a visitação de todos os 15 combatentes enterrados no cemitério. “Esse é só o começo para que todos tenham suas histórias contadas nesse projeto.

Sobre o uso do QR Code

QR-Code

QR Code, sigla em inglês para “resposta rápida”, é uma espécie de código de barras em duas dimensões que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. Esse código, após a decodificação, passa a ser um trecho de texto, um link, que irá redirecionar o acesso ao conteúdo publicado em algum site. O recurso foi criado há quase 20 anos no Japão e já é muito popular em vários países. No Brasil, o uso dele está crescendo aos poucos.

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Como se faz para embalsamar um corpo?

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Os egípcios acreditavam que após a morte precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso os embalsamava

A tecnica de Embalsamar acredita-se que exixta desde 3300 a.C. — quando a primeira múmia chamada “Ginger” foi descoberta.

Embora ela seja muito conhecida pelas múmias egípcias, continua tendo aplicação prática até os dias atuais. O embalsamamento possui a função de preservar os corpos para os velórios, transporte aéreos e até casos especiais de políticos e celebridades. Apesar de ser algo tão comum (e antigo), nem todo mundo sabe como esse processo funciona e nem as contribuições que ele já trouxe para a medicina moderna.

Como se embalsama um corpo?

Antigamente, era normal realizar a retirada de todos os órgãos — com exceção do coração — no embalsamamento e, então, usar uma espécie de natrão em todo o corpo. O procedimento era feito assim porque os antigos egípcios acreditavam que, mesmo após a morte, nós precisaríamos utilizar o nosso corpo e, por isso, a matéria deveria ser preservada.

Tecnica Egípicia

O preparo exigia muitas etapas, a técnica para conservação começava com a retirada do cérebro e vísceras, em seguida o corpo era levado para uma pré-secagem. Em seguida partia-se para a desidratação do cadáver que durava cerca de 70 dias, onde sais de natrão eram aplicados para garantir que toda a água presente fosse retirada. Por último, colocava-se a máscara mortuária, que preservava a identidade do morto, e as faixas e cordas, características das múmias egípcias.

Natrão: mineral constituído de carbonato de sódio hidratado (Na2CO3.10H2O); natro, nátrum no qual as múmias ficavam imersas durante 40 dias para desidratação das células e combate às bactérias.

Hoje, o embalsamamento é bastante diferente do que os antigos egípcios realizavam nas múmias. Depois de tantos anos, é claro que a intenção por trás da técnica de embalsamar o corpo mudou — bem como os métodos usados que ficaram mais evoluídos. Mas ela continua relevante, já que ainda precisamos de um corpo intacto para velarmos a morte de um ente querido ou para transportar esse corpo de um país para outro de avião, por exemplo.

A técnica atualmente utilizada — Tanatopraxia

Atualmente a técnica não busca preservar toda a matéria, mas deixá-la o mais próxima possível de como o falecido era em vida. Para isso, o sangue é retirado por meio de uma bomba aspiradora e, no lugar, é injetada um fluido arterial a base de água e formaldeído, que ajuda a preservar os órgãos e a matar as possíveis bactérias. Dessa forma, o corpo é preservado e evita-se o mau cheiro. Na região abdominal é inserido outro tipo de fluido cavitario.

Mas não é só isso: antes, o profissional responsável deve massagear todo o corpo, retirando o rigor mortis — os músculos enrijecidos após a morte. Depois da aplicação da solução, é preciso ainda maquiar o falecido e corrigir possíveis falhas. Como nos casos daqueles que morreram de morte violenta e possuem marcas de tiros ou outras questões que podem chocar os familiares.

De qualquer modo, o embalsamamento é indicado para ser feito, preferencialmente, durante as primeiras 12 horas após o falecimento. E passadas esse periodo, o sangue coagula e fica problemático injetar o líquido conservantes que precisa penetrar nas artérias

Esse foi o motivo, por exemplo, para que o corpo do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez não fosse embalsamado — como desejava Nicolás Maduro. O período da sua morte até a decisão foi muito longo e o corpo já não apresentava condições para a técnica.

Qual é a importância da técnica de embalsamar corpo?

Embalsamar corpo pode parecer algo simples e, em algumas situações, até sem importância. Mas esta técnica contribuiu para avanços significativos na nossa medicina moderna. Lênin, fundador da antiga União Soviética, é um dos corpos embalsamados mais famosos do mundo já que, mesmo após quase 9 décadas do seu falecimento, ele ainda continua preservado e exposto no Mausoléu Lênin, em Moscou.

Como isso é possível?

Graças a inúmeros avanços feitos pelos tanatopraxistas russos!

Anualmente, eles repetem o embalsamento e ainda buscam maneiras de reconstituir o corpo do ex-líder soviético. Eles refazem as suas sobrancelhas e outras partes do corpo que, com o tempo, já se deterioraram.

Como isso se relaciona com a medicina moderna?

Graças à necessidade de manter o corpo de Lênin intacto, esses profissionais realizaram vários avanços. São exemplos: o desenvolvimento de um equipamento especial capaz de manter a circulação sanguínea pelos rins do doador durante um procedimento de transplante; e também um teste não invasivo de três gotas na pele para se medir a taxa de colesterol.

Curiosidade sobre embalsamados

O governo da Rússia divulgou nesta quarta-feira os custos de manutenção do corpo embalsamado de Vladimir Lenin, exposto em um mausoléu nos arredores da Praça Vermelha, em Moscou, desde a morte dele, em 1924.

Segundo um relatório da procuradoria do estado do país, o corpo de Lenin gera despesas de US$ 200 mil (R$ 695,2 mil) por ano aos contribuintes russos.

Numa pesquisa publica sobre se a população concorda com isso ou preferem que o corpo dele seja sepultado a sua maioria apontou que sim. O melhor seria sepultar. Lembrando que o próprio líder comunista estipulou em seu testamento que gostaria de ser sepultado tradicionalmente.

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    Como é a cremação de corpos

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    A cremação ainda é um tabu para muitos, principalmente por motivo cultural e religioso. 

    A cremação é uma tendência mundial que vem crescendo cada vez mais e vários crematórios no Brasil que já disponibiliza esta opção de cerimônia de despedida, que possuem, sala de cerimônias e sala de estar. Para o momento da despedida há normalmente uma cerimônia exclusiva que conta com projeção de imagens, iluminação especial e em algumas unidades a chuva de pétalas.

    Ao decidir pela cremação, muitos ficam em dúvida sobre o que fazer com as cinzas, no entanto para isso já existem diversas opções, como lançar as cinzas ao mar, guardar em uma urna no columbário, ou plantar uma árvore com as cinzas, com o nome de Árvore da Vida. Para cada uma destas opções existe um tipo de urna adequado, as biodegradáveis são recomendadas para colocar na água ou para o plantio, as de bronze, por sua vez, são boas opções para quem deseja guardar em casa ou no columbário.

    Como é

    Basicamente, os corpos são colocados em fornos e incinerados a temperaturas altíssimas, fazendo carne, ossos e cabelos evaporarem. Só algumas partículas inorgânicas, como os minerais que compõem o osso, resistem a esse calor para lá de intenso. São esses resíduos que compõem as cinzas, o pozinho que sobra como lembrança dos restos mortais de uma pessoa cremada. “No corpo humano, não existe nenhuma célula que tolere uma temperatura maior que 1 000 ºC. Um calor como esse é suficiente para derreter até metais”, afirma o médico legista Carlos Coelho, do Instituto Médico Legal de São Paulo. Apesar da aparência de prática moderna, a cremação é uma tradição de quase 3 mil anos. “Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada. O fogo tem uma função purificadora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando a alma”, diz o perito criminal Ugo Frugoli.

    Motivos religiosos

    No mundo ocidental, por volta do século 10 a.C., os gregos já queimavam em fogo aberto corpos de soldados mortos na guerra e enviavam as cinza para sua terra natal. Apesar desse histórico, a cremação foi considerada ilegal em várias épocas, principalmente por motivos religiosos. Para os judeus, por exemplo, o corpo não pode ser destruído, pois a alma se separaria dele lentamente durante a decomposição. Já os espíritas pedem que o cadáver não seja incinerado antes de 72 horas – segundo eles, esse é o tempo necessário para a alma se desvincular do corpo. Entre os católicos, evangélicos e protestantes, não há restrições tão severas. No Brasil, a cremação é regulada pela Constituição. Quem quiser ter o cadáver reduzido a pó precisa deixar essa vontade devidamente registrada, com documento assinado por testemunhas e reconhecido em cartório.

    Como acontece a cremação e as cinzas

    crematorio1. O processo de cremação começa quando a pessoa ainda está viva. Não se assuste — é que ela precisa registrar em cartório a vontade de ter seu corpo transformado em pó. Em relação a um sepultamento comum, as diferenças aparecem depois do velório, quando o caixão não é levado até a cova, mas para uma sala refrigerada. Em alguns crematórios, um elevador se abre no chão e desce com o corpo até o andar de baixo, onde ficam as geladeiras

    2. No subsolo funciona a chamada câmara fria. No crematório de São Paulo, por exemplo, o cômodo gelado é uma sala revestida de azulejos e com isolamento térmico, onde ficam prateleiras metálicas com capacidade para até 4 caixões. Os falecidos passam 24 horas no frio. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, no caso de mortes violentas como assassinatos

    3. Depois de um dia na geladeira, o cadáver entra em um forno com todas as roupas e ainda dentro do caixão — apenas as alças de metal são retiradas. Sustentado por uma bandeja que impede o contato direto com o fogo, o caixão é submetido a uma temperatura de 1 200 ºC. Esse calor faz a madeira do caixão e as células do corpo evaporarem ou volatilizarem, passando direto do estado sólido para o gasoso. O cadáver começa a sumir

    4. Depois de até duas horas no forno, apenas partículas inorgânicas como os óxidos de cálcio que formam os ossos resistem à onda de calor. Esses restos são colocados no chamado moinho, uma espécie de liquidificador que tritura os ossos com bolas de metal que chacoalham de um lado para o outro

    5. O moinho funciona por cerca de 25 minutos. Depois dessa etapa, as cinzas em pó são guardadas em urnas e entregues à família do morto. No final do processo, uma pessoa de 70 quilos fica reduzida a menos de um quilo de pó.

    Outras matérias sobre cremação Clique Aqui

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      Como são os Costumes Japonêses em Velório, Cremação e Enterro

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      Cemiterio Japones

      A cultura oriental nos momentos da última despedida do seu ente querido

      Quando possível, os japoneses trazem a pessoa que faleceu para passar uma última noite em sua própria casa, para “descansar em seu próprio futon um última vez”. Pacotes de gelo são colocados ao redor do corpo sob um lençol branco, e cobre-se o corpo com o futon, como se a pessoa estivesse adormecida. O rosto é coberto com um lenço branco. Familiares e amigos – inclusive crianças de todas as idades – vêm prestar uma última visita e despedir-se da pessoa falecida.

      É comum as pessoas sentarem-se ao lado – até mesmo na cama do falecido – e conversar e tocar no rosto da pessoa que morreu como se ela ainda estivesse viva.

      Na manhã seguinte o corpo é levado em lenta procissão ao local onde os serviços de preparo do corpo serão feitos, caso não sejam feitos na própria residência. Dependendo da preferência da família, pode ser um templo ou uma casa funerária. Algumas cidades no Japão chegam a ter casas funerárias sofisticadas, que oferecem até comodidades como hospedagem, alimentação e serviços de cremação no mesmo local.

      Mofuku

      Mofuku roupa de funeralNo Japão a maioria das pessoas se veste de preto para ir a velórios. Os homens usam ternos, sapatos e gravata preta com camisa branca. Mulheres optam por vestidos pretos sem decotes pronunciados e com mangas, sapatos e bolsa pretas. Em termos de jóias ou bijuterias, usa-se no máximo um colar simples de pérolas e brincos pequenos (solitários) de pérola. Elas também podem usar um mofuku (roupa de funeral), quimono formal de seda lisa preta, com obi (faixa larga) preta. Estudantes vão com o uniforme da escola.
      As pessoas que comparecem ao velório deixam presentes em dinheiro (kõden) que serão entregues à família em envelopes especiais impressos em tons sóbrios e decorados com fitas rígidas pretas e brancas.

      Kõden

      Envelope kodenEsses envelopes são encontrados em papelarias e lojas de conveniência, e os valores doados variam de acordo com o grau de relacionamento que se tinha com a pessoa que faleceu. No envelope deve constar o nome da pessoa que está fazendo a doação, para que a família depois providencie agradecimentos. O kõden é uma doação que as pessoas fazem para ajudar a família com as altas despesas de um funeral. Evita-se dar somas com o número 4, ou quatro cédulas de dinheiro (o número 4 em japonês tem o mesmo som da palavra “morte”, e isso é considerado uma gafe).

      O monge ou monja recita sutras diante do caixão e imediatamente um por um os membros da família e amigos prestam suas últimas homenagens ao morto. A forma do ritual varia um pouco de acordo com a seita e hábitos locais, mas via de regra cada pessoa pega uma vareta de incenso, acende-a numa vela e a coloca em pé numa tigela com areia e cinzas, enchendo primeiro a parte trás da tigela (se colocar o incenso no meio ou à frente as pessoas que vierem depois podem se queimar ao depositar o incenso). Em alguns locais o incenso já vem picado numa tigela, e pega-se um pequeno punhado com as pontas dos dedos da mão direita, leva-se o punhadinho à testa e joga-se numa outra tigela ao lado, que tem um montinho de incenso previamente aceso. Então faz-se uma oração rápida (“namu amida butsu”, ou “nam myoho renge kyo” – varia conforme a seita) e cumprimenta-se o corpo ou a foto do falecido curvando-se. Os primeiros a fazer isso são os familiares da pessoa falecida, seguidos por parentes e por amigos. Os familiares sentam-se na primeira fila diante do altar, e após se curvar diante do falecido ou da foto, as demais pessoas curvam-se diante dos familiares e retornam a seus lugares.

      A vigília na noite que antecede uma cremação ou enterro costuma ser uma reunião informal com conversas sóbrias e discretas, servindo-se alimentos leves e chá (no Japão é usual servir até cerveja e saquê, mas no Brasil e nos EUA não se servem bebidas alcóolicas ou fermentadas nos velórios). Durante o velório familiares e amigos podem vestir-se com roupas mais confortáveis, mas ao amanhecer as pessoas se trocam e vestem preto formal (no Brasil tal regra não é seguida à risca – há famílias que o fazem e outras não). O monge repete o ritual do dia anterior acompanhado pelos presentes.

      Ritual kotsuage

      Kotsuage, o ritual funerário japonês que usa hashi para pegar ossos

      kotsuage é um ritual muito importante quando uma pessoa morre. É uma das maneiras da família se reunir, se despedir e cultuar a memória de um ente querido.

      Entretanto, esse ritual pode causar alguma confusão para quem não o conhece. Nele são usados hashi, os palitos usados pelos japoneses para se alimentar, mas são de outro estilo.

      Os integrantes do ritual passam ossos pelos hashi para homenagear o ente que partiu. Conheça mais aqui sobre como funciona essa cerimônia e entenda o por que de passar a comida entre os hashi pode ser um ato ofensivo para os japoneses.

      Entre as etapas do ritual funerário no Japão, estão a cremação e a deixada das cinzas na sepultura da família.

      Na etapa da cremação, o caixão é colocado em uma grande bandeja e se dá início ao processo. Esse processo pode levar umas duas horas, a depender do tamanho do corpo.

      Posteriormente é que se se tem o início do processo conhecido como kotsuage. Os parentes da pessoa que morreu pegam os ossos que estão em meio as cinzas. Assim, dois parentes seguram um mesmo osso e o colocam em uma urna.

      Dessa maneira, esse é o único momento em que você saberá sobre dois japoneses segurando um mesmo objeto com o hashi.

      Existe também uma ordem que existe para a retirada desses ossos. Assim, os primeiros são os dos pés. Depois, vai subindo até chegar aos ossos da cabeça.

      Quando o ritual termina, as janelas da parte superior do caixão são abertas para a despedida final – nesta ocasião é comum familiares flores e arrumá-las dentro do caixão com o corpo. Dependendo dos costumes da seita ou da região, além de simplesmente fechar o caixão com as travas próprias, a tampa é fechada com grandes pregos. Em seguida o caixão é levado a um crematório acompanhado pela família e amigos, onde será feita uma rápida cerimônia. O acionamento da fornalha é feito por um membro da família, ou pode, a pedido da família ser feito por um funcionário do crematório. Enquanto a cremação é processada, a família se reúne para um almoço.

      Após algumas horas, a família se reúne noutra sala para onde uma grande bandeja de metal com as cinzas e partes de ossos do falecido ainda quentes é trazida. Usando um par especial de hashis (palitos de madeira – neste caso um é de bambú e outro de salgueiro, representando a ponte que faz a passagem da pessoa de um mundo para outro), eles irão procurar um certo osso do pescoço que aparenta ter a imagem de um Buda sentado. Depois disso todos os familiares, um por um – incluindo as crianças – pegam esses hashis fúnebres e transferem partes dos ossos para um vaso. É comum nessa ocasião as pessoas pegarem punhados das cinzas e ossos, que posteriormente serão depositadas em pequenos vasos e deixadas no oratório doméstico para que parte do ente querido permaneça com eles. A maior parte dos ossos e cinzas é colocada no vaso/urna cinerária, que depois é colocada numa caixa de papel branco ou bege e entregue à família. Mas tudo isso é só o início de uma série de rituais que durarão décadas.

      Butsudan

      ButsudanEm casa, a família deixará a urna cinerária no butsudan (altar doméstico budista) até providenciar a transferência definitiva da urna para o túmulo familiar num cemitério. No Budismo após o falecimento a pessoa deixa de ter o nome que usava em vida e recebe um nome póstumo, pelo qual passará a ser chamada no outro mundo. Esse nome é escrito num ihai, uma plaqueta de madeira que representa a alma da pessoa falecida. Quando a urna cinerária vai para o túmulo, o ihai e uma foto da pessoa permanecem no butsudan. Todos os dias ao acordar, os familiares dirigem-se ao butsudan para orar pelos mortos. Ao visitar uma família budista, é educado após cumprimentar as pessoas também dirigir-se ao butsudan e fazer uma reverência aos que já partiram. É assim que começa o culto aos antepassados no ambiente doméstico.

      No Brasil nem todas as famílias japonesas seguem os ritos funerários japoneses. Boa parte dos descendentes nascida no Brasil deixou de praticar o Budismo e passaram a seguir outras religiões. Além disso, poucas cidades têm serviços de cremação e há uma burocracia que deve ser atendida para que se possa proceder à cremação. Como muitas vezes a pessoa que falece desconhece tais exigências e não deixa uma disposição de última vontade registrada em cartório para viabilizar sua cremação, acaba-se enterrando o morto mesmo quando ele deixa reservado um cinerário num templo. Quando a pessoa deseja ser cremada seguindo os rituais budistas, é prudente verificar antes no crematório municipal qual a documentação necessária para que familiares ou amigos possam providenciar adequadamente a cremação e a transferência das cinzas para um cinerário.

      Fonte: Cultura Japonesa

      Autora: Cristiane A. Sato

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